O XRP está chamando atenção no mercado cripto, mas não do jeito que muitos investidores esperavam.
Mesmo com uma forte entrada de capital em ETFs, o preço do XRP segue praticamente travado, levantando dúvidas sobre o que realmente está segurando o ativo.
Dados recentes da SoSoValue mostram que os ETFs spot de XRP atingiram um novo recorde histórico de US$ 1,29 bilhão em entradas líquidas acumuladas. Só na última semana encerrada em 24 de abril, foram adicionados US$ 15,74 milhões.
Abril, inclusive, virou o mês mais forte desde dezembro, com US$ 81,63 milhões em aportes — um sinal claro de que o interesse institucional voltou. Esse movimento acontece após um março negativo, quando mais de US$ 31 milhões saíram dos produtos, refletindo a aversão ao risco em meio a tensões globais. A retomada veio com o alívio geopolítico após o cessar-fogo entre EUA e Irã.
XRP não reage, e mercado começa a questionar
Apesar da melhora no fluxo de capital, o preço não acompanhou o otimismo. O ativo chegou a testar níveis próximos de US$ 1,60, mas não conseguiu sustentar o movimento, mais recentemente, enfrentou rejeição em US$ 1,46 e voltou a operar na faixa de US$ 1,43.
Na prática, o XRP está preso em um intervalo entre US$ 1,20 e US$ 1,60 há mais de 60 dias. O analista Crypto Tony resumiu o sentimento do mercado: “boring few months” (meses entediantes). Ou seja, pouca volatilidade e nenhuma tendência clara.
Enquanto isso, dados on-chain trazem um possível sinal positivo: cerca de 35 milhões de XRP saíram das exchanges em apenas 24 horas, o sexto maior fluxo de saída do ano.
Esse tipo de movimento costuma indicar menor pressão de venda, já que investidores retiram tokens para armazenamento, em vez de negociação imediata. Historicamente, saídas semelhantes em fevereiro e março foram seguidas por altas entre 20% e 50% no ativo.
Ainda assim, o mercado segue cauteloso.
Para ganhar força de verdade, o XRP precisa romper com clareza a faixa atual de preço, sem isso, o ativo continua em consolidação, mesmo com o aumento da demanda institucional. Há também visões mais conservadoras. O analista Ali Martinez aponta que, antes de uma alta mais consistente, o ativo ainda pode recuar até US$ 0,90.









