Bitcoin Puxa a Fila: Fundos de Cripto Recebem Injeção de US$ 1,2 Bilhão em uma Semana

Bitcoin Puxa a Fila: Fundos de Cripto Recebem Injeção de US$ 1,2 Bilhão em uma Semana

O Bitcoin continua sendo o queridinho dos grandes investidores. Na última semana, os produtos de investimento em ativos digitais registraram uma entrada líquida impressionante de US$ 1,2 bilhão, mantendo o fôlego mesmo com o mercado à espera de decisões econômicas importantes.

De acordo com o relatório mais recente da CoinShares, esse movimento reflete um aumento nítido na demanda institucional: mesmo com uma leve retração após o preço do Bitcoin tocar a casa dos US$ 79 mil, a moeda segue firme como o motor principal desse rali global do mercado cripto.

James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, destacou que o apetite dos grandes players segue forte. Para ele, o fato de o Bitcoin estar operando em seus níveis mais altos desde o início de fevereiro é um chamariz irresistível para quem busca exposição ao setor.

Bitcoin no topo e a expectativa pelo Fed

Dos US$ 1,2 bilhão que entraram no mercado, o Bitcoin foi responsável por abocanhar sozinho US$ 932,5 milhões. No acumulado do ano, os fundos focados na maior criptomoeda do mundo já somam cerca de US$ 4 bilhões em entradas, consolidando a tendência de alta.

Mas ele não brilhou sozinho. O Ethereum também garantiu US$ 192,4 milhões, marcando sua terceira semana seguida acima da casa dos US$ 190 milhões. Já Solana e XRP tiveram entradas mais modestas, mas ainda positivas, de US$ 31,8 milhões e US$ 25 milhões, respectivamente.

No campo das gestoras, a BlackRock dominou o cenário com sua franquia iShares, atraindo sozinha US$ 952 milhões. Enquanto isso, a Grayscale nadou contra a corrente e foi uma das poucas a registrar saídas, perdendo US$ 50 milhões no mesmo período.

Agora, todas as atenções se voltam para a reunião do Federal Reserve (Fed) nos dias 28 e 29 de abril. Segundo Butterfill, “o mercado agora se volta para a decisão do FOMC… o que provavelmente contribui para a cautela na margem”, sinalizando que o investidor institucional está de olho nos juros americanos.