Evan Tangeman, um jovem de 22 anos residente da Califórnia, foi condenado a quase seis anos de prisão por seu papel central em um esquema colossal de lavagem de dinheiro. O grupo criminoso teria movimentado cerca de US$ 263 milhões em criptomoedas roubadas.
Tangeman admitiu ser o responsável por lavar ao menos US$ 3,5 milhões do montante total. Sua função principal era converter os ativos digitais em dinheiro em espécie, ocultando o rastro financeiro para que os outros membros pudessem gastar os valores livremente, fora do mercado cripto.
A investigação revelou que o grupo vivia uma vida de ostentação extrema financiada por criptomoedas. Eles chegavam a gastar US$ 500 mil em uma única noite em clubes de luxo e alugavam mansões em Miami e nos Hamptons por valores de até US$ 80 mil mensais.
Como recompensa por seus “serviços”, o jovem recebeu carros de luxo, incluindo um Rolls-Royce Ghost e um Porsche GT3 RS. Todos os veículos foram apreendidos pelas autoridades norte-americanas como parte do processo judicial.
Ganância extrema e rede de cibercriminosos
Além da lavagem de dinheiro, Tangeman tentou atrapalhar as investigações: ele ordenou que outros cúmplices destruíssem provas digitais após as primeiras prisões do grupo, o que foi visto pela justiça como uma clara evidência de culpa.
A promotora Jeanine Pirro descreveu o caso como um exemplo de “ganância tão extrema que beira o cartunesco”. A rede era composta majoritariamente por jovens com menos de 20 anos que realizavam ataques de hacker e engenharia social para roubar criptomoedas.
Esta é a nona condenação ligada ao caso, mostrando que as autoridades estão cada vez mais eficazes em rastrear crimes no ecossistema das criptomoedas. Embora o setor permita transações rápidas, ele também deixa pegadas digitais que a polícia aprendeu a seguir.








