Operação da polícia espanhola contra pirataria de mangás termina com apreensão de criptomoedas milionária

Operação da polícia espanhola contra pirataria de mangás termina com apreensão de criptomoedas milionária

Imagem de perfil de Redação

por Redação

A polícia espanhola realizou uma apreensão de criptomoedas digna de filmes em Almería. O alvo foi a maior plataforma de distribuição ilegal de mangás do país, que operava desde 2014 e teria faturado mais de 4 milhões de euros com publicidade na última década, segundo o Ministério do Interior da Espanha.

O detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o esconderijo inusitado: duas cold wallets contendo cerca de 400 mil euros (aproximadamente R$ 2,4 milhões) estavam ocultas dentro de um termômetro de parede. Ao todo, três suspeitos foram presos na operação.

Embora a apreensão de criptomoedas tenha sido um sucesso logístico, o grande mistério agora é o acesso aos fundos. As autoridades ainda não confirmaram se possuem as seed phrases de recuperação ou senhas necessárias para movimentar os ativos digitais confiscados.

O desafio da custódia de ativos confiscados

Casos globais recentes mostram que tirar as moedas das mãos de criminosos é apenas metade da batalha. Na Coreia do Sul, por exemplo, as autoridades enfrentaram crises de segurança interna após o sumiço de 22 Bitcoins que estavam sob custódia policial desde 2021.

Outro episódio grave ocorreu em Gwangju, onde 320 BTC desapareceram em agosto de 2025 após um suposto ataque de phishing que comprometeu as senhas das autoridades. Esses incidentes acendem um alerta vermelho sobre os protocolos de segurança após uma apreensão de criptomoedas.

Para fechar o cerco jurídico, o cenário regulatório está mudando rápido. Em janeiro de 2026, a Suprema Corte sul-coreana decidiu que ativos em corretoras centralizadas podem ser congelados e apreendidos facilmente, aumentando a pressão sobre o uso de cripto em atividades ilícitas pelo mundo.