
O mercado cripto foi abalado nesta quarta-feira por um dos maiores roubos da história da internet. No dia 29 de outubro de 2026, um invasor conseguiu drenar cerca de US$ 6,15 bilhões da Binance em apenas 31 minutos, marcando o infame hack da Binance como um alerta severo sobre segurança digital.
Segundo análises da firma de blockchain BitOK, a invasão afetou nove redes diferentes. Em vez de roubar as chaves privadas da corretora, o hacker manipulou os sistemas internos para aprovar as retiradas fraudulentas por meio de ordens falsas.
A preparação começou com testes usando o Tornado Cash e contratos inteligentes na rede Ethereum. Entre 02:28 e 16:47 UTC do dia 29, o operador executou ensaios para garantir que a ferramenta de drenagem funcionasse perfeitamente antes do ataque real.
O golpe principal ocorreu entre 20:04 e 20:35 UTC, esvaziando carteiras quentes em redes como Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP. O invasor comprometeu o notebook de um engenheiro DevOps e utilizou um contêiner de serviço interno para submeter os saques ilícitos.
Entenda os detalhes técnicos do hack da Binance
O ponto alto da operação foi o chamado “truque das 50 chaves” na carteira quente Binance 14. Usando o recurso EIP-7702, o invasor enviou 50 autorizações simultâneas para burlar o contador de transações da carteira, assumindo o controle sem interromper o fluxo normal.
A manobra rendeu bilhões em tokens variados, incluindo mais de US$ 2,2 bilhões retirados de uma só vez. A corretora reagiu suspendendo retiradas de Bitcoin e Tron e prometeu cobrir integralmente os prejuízos dos usuários utilizando o fundo SAFU.
Enquanto isso, emissores como Tether e Circle agiram rápido para congelar ou recuperar cerca de US$ 2,79 bilhões. No entanto, centenas de milhões de dólares em USDT já haviam sido convertidos em criptomoedas imunes a bloqueios, como ETH e TRX.
Investigações preliminares da BitOK indicam que a comunidade cripto segue atenta aos desdobramentos do hack da Binance, apontando ainda possíveis conexões operacionais com o recente ataque à Bitget e grupos da Coreia do Norte.








