
O mercado de criptomoedas sofreu um baque após um hack da Binance resultar em um exploit de US$ 6,3 bilhões, atribuído a hackers ligados à Coreia do Norte pelas empresas de analítica TRM Labs e Elliptic. Cerca de US$ 3 bilhões dos recursos já foram congelados, e os saques na corretora foram temporariamente pausados.
Com a alta da pressão vendedora, o Bitcoin recuou para uma mínima de US$ 76,200 — o menor patamar desde 18 de setembro, antes de recuperar parte da queda para a faixa de US$ 77,350. Na mesma linha, o Ether tocou momentaneamente US$ 2,170 e se recuperou para cerca de US$ 2,220, enquanto os mercados tradicionais de tecnologia também registraram perdas.
A turbulência gerada pelo hack da Binance fez disparar as liquidações no mercado de derivativos de criptomoedas, que saltaram quatro vezes para US$ 1,57 bilhão. O volume de negociações avançou 74%, atingindo US$ 346,1 bilhões, ao passo que o interesse em aberto recuou 3% com a saída de capital.
Como o hack da Binance movimentou o mercado de altcoins e derivativos
Enquanto isso, altcoins como Solana e NEAR registraram fuga de capital e contratos em aberto em baixa. A BNB liderou as perdas entre as principais moedas, despencando 6,2% em meio aos desdobramentos do hack da Binance, com volume de negociação triplicado.
Em contrapartida, o token HYPE desafiou o movimento geral de baixa, subindo 15% com forte alta no volume e no interesse em aberto. Diante do cenário de estresse causado pelo hack da Binance, a demanda por opções de proteção (puts) disparou, elevando a volatilidade implícita e refletindo um viés defensivo dos investidores.








