As ações da Circle (CRCL) registraram uma queda expressiva de 16% após o anúncio da nova stablecoin Open USD (OUSD). O novo projeto promete movimentar o mercado financeiro ao dividir os lucros gerados pelas reservas diretamente com seus parceiros institucionais.
O consórcio por trás da stablecoin Open USD conta com mais de 140 companhias globais, incluindo Stripe, Coinbase, Visa, Mastercard e BlackRock. Esse ecossistema ataca a principal vantagem da Circle, que hoje retém os rendimentos dos ativos que lastreiam o USDC.
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Os desafios de adoção da stablecoin Open USD
Rob Hadick, sócio geral da Dragonfly, afirmou que o peso dos parceiros indica uma ameaça real à Circle. Segundo o executivo, a ampla gama de produtos financeiros da Stripe pode “uniquely undercut Circle’s economics”, reduzindo as margens da concorrente.
Apesar do impacto inicial nas ações, analistas de mercado recomendam cautela. Owen Lau, diretor administrativo da Clear Street, classificou a desvalorização recente dos papéis da Circle como uma reação exagerada por parte dos investidores de renda variável.
Lau relembrou o histórico da USDG, emitida pela Paxos, que também compartilha receitas com parceiros, mas alcançou apenas US$ 3 bilhões em suprimento. O valor atual é tímido quando comparado aos US$ 73 bilhões do USDC e aos US$ 145 bilhões do USDT.
“The bigger question is how OUSD can convince consumers and end users to adopt them”, ponderou Lau. Especialistas apontam que ainda faltam detalhes cruciais sobre a estrutura de governança, distribuição de lucros e redes blockchain que vão suportar a stablecoin Open USD.
O movimento também direciona os holofotes para a parceria entre Coinbase e Circle, que revisará seu acordo comercial de receitas em agosto. Para Jeff Dorman, CIO da Arca, a verdadeira oportunidade do setor pode estar migrando dos emissores para os canais de distribuição global.



