O Bitcoin resistiu com firmeza e recuou apenas cerca de 3% após a Binance sofrer o maior roubo da história das criptomoedas, estimado em US$ 6,4 bilhões por empresas de análise como Chainalysis e TRM Labs.

O impacto foi expressivamente menor do que em março de 2018, quando um incidente na mesma corretora derrubou a cotação em quase 11% em poucos minutos, refletindo a volatilidade de um mercado muito menos maduro na época.

Enquanto o setor cripto inteiro valia pouco mais de US$ 400 bilhões em 2018, a capitalização atual gira em torno de US$ 2,6 trilhões, o que reduz choques sistêmicos e absorve melhor grandes perdas de liquidez.

A principal barreira contra vendas motivadas por pânico hoje são os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, administrados por gigantes institucionais e apoiados por fundos soberanos que mantêm posições de longo prazo.

Como o mercado e a recuperação do Bitcoin lidam com o ataque

O invasor ainda mantém mais de 420 mil unidades de Ethereum e 18.270 moedas digitais, enquanto autoridades apontam conexões com o mesmo grupo norte-coreano responsável pelo roubo à Bybit no início de 2025.

A Binance informou que separou mais de US$ 6,34 bilhões de fundos corporativos para cobrir integralmente as perdas, recomprando ativos no mercado aberto e em negociações privadas para normalizar os saques rapidamente.

Analistas apontam que o desafio atual não é o pânico generalizado dos investidores, mas sim a escassez de novos fluxos de compra em um momento em que o índice de ganância e medo recuou para a zona de medo.

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Luíza Nunes
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