O governo dos Estados Unidos admitiu oficialmente que está rodando um nó de Bitcoin. A confirmação veio do Almirante Samuel Paparo, comandante das forças americanas no Pacífico, durante um depoimento ao Congresso na última quarta-feira.
Diferente do que muitos poderiam imaginar, a intenção dos militares não é financeira. “Temos um nó na rede Bitcoin agora”, afirmou Paparo, deixando claro que o foco está em entender como a tecnologia do mercado cripto funciona na prática.
O almirante foi enfático ao dizer que os militares não estão interessados em lucro imediato “Não estamos minerando Bitcoin“, explicou. O objetivo atual é monitorar a rede e realizar testes operacionais para proteger sistemas usando o protocolo da criptomoeda.
Como a rede é sustentada por dezenas de milhares de computadores ao redor do mundo, a existência de um nó do governo não ameaça a descentralização. Essa é uma inovação fundamental, uma das que tornou a criptomoeda tão única quando foi lançada em 2009.
Ciência da computação e defesa cibernética
Para os estrategistas do Pentágono, o interesse no Bitcoin reside na sua robustez tecnológica. Paparo destacou que a arquitetura da blockchain e o mecanismo de prova de trabalho (Proof-of-Work) são ativos valiosos para a segurança cibernética.
“Do ponto de vista da aplicação militar, meu interesse no Bitcoin é como uma ferramenta de ciência da computação”, acrescentou ele.
Apesar dessa “experimentação”, o almirante reforçou que a prioridade máxima continua sendo a soberania do dólar. Ele mencionou que a Lei GENIUS, que legalizou as stablecoins nos EUA sob a gestão de Donald Trump, é essencial para manter a força da moeda americana no cenário global.










