O Bitcoin começou a semana com o pé no acelerador, rompendo a barreira dos US$ 79 mil. A valorização ocorre em um cenário de otimismo generalizado, com as bolsas asiáticas atingindo recordes históricos nesta segunda-feira.
Nas últimas 24 horas, a principal criptomoeda do mercado subiu 2%, sendo negociada a US$ 79.110. O Ethereum também acompanhou o movimento, com alta de 3%, atingindo o patamar de US$ 2.388, já a Solana recuou 1,9%, para US$ 86, e o BNB desvalorizou 1,2%, para US$ 630.
Analistas apontam que o Bitcoin está sendo impulsionado pela entrada constante de capital nos ETFs dos EUA. Na semana passada, esses fundos registraram US$ 823,7 milhões em entradas líquidas, segundo dados da SoSoValue, completando quatro semanas consecutivas no azul.
Outro sinal positivo é o Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index), que saltou de 29 pontos (Medo) para 47 (Neutro), indicando que os investidores estão saindo de um estado de pânico para uma postura mais equilibrada.
O que esperar do Bitcoin para os próximos dias?
Apesar da alta, os investidores mantêm a cautela. Nick Ruck, diretor da LVRG Research, explicou que o mercado está atento para ver se o Bitcoin consegue se sustentar acima da zona de resistência entre US$ 80.000 e US$ 83.000.
O foco total da semana está voltado para a reunião do Federal Reserve (Fed), marcada para o dia 29 de abril. Além disso, a divulgação de resultados financeiros das gigantes de tecnologia nos EUA deve ditar o ritmo dos ativos de risco.
Curiosamente, nem mesmo as incertezas geopolíticas abalaram o preço do Bitcoin hoje. Donald Trump cancelou planos de enviar emissários para negociações com o Irã, mas o mercado parece ter “ignorado” o fato.
Segundo especialistas da Presto Research, os investidores estão com uma espécie de “fadiga” das notícias do Oriente Médio, sugerindo que as tensões já foram absorvidas pelo mercado e não causam mais o impacto negativo de semanas anteriores.













