
A Ledger, fabricante de dispositivos cripto, solicitou recentemente que distribuidores e revendedores retirem temporariamente de circulação a sua carteira de hardware em sete mercados asiáticos e em Hong Kong. A medida foi adotada após a identificação de unidades adulteradas com chips maliciosos na região.
De acordo com as apurações iniciais da empresa, os componentes modificados conseguem capturar a frase de recuperação de 24 palavras diretamente na tela do aparelho durante o processo de configuração inicial, transmitindo os dados por sinal LTE. O investigador onchain Specter apontou perdas estimadas em mais de US$ 86 milhões, montante que ainda não recebeu confirmação oficial da companhia.
Os casos confirmados até o momento estão associados exclusivamente a lotes comercializados pela CryptoBilis, uma revendedora autorizada da região. A fabricante reforçou que sua infraestrutura central, sistemas e canais de vendas diretas continuam íntegros e sem indícios de comprometimento.
O impacto global e a resposta do mercado à Ledger
Na Europa, a rede de eletrônicos MediaMarkt Saturn também interrompeu a comercialização dos produtos da Ledger tanto em suas lojas físicas quanto no ambiente online.
A decisão ocorreu em comum acordo com a fabricante, após um consumidor na Alemanha relatar a presença de um chip oculto no aparelho, embora nenhum prejuízo financeiro tenha sido registrado no país.
Enquanto a investigação tenta rastrear em qual elo da cadeia de suprimentos ocorreu a adulteração, a concorrente Trezor anunciou que vai encerrar suas autorizações para revendedores a partir de 1º de janeiro de 2027 como medida preventiva, destacando que não há evidências de fraudes em seus próprios dispositivos.







