3 apostas institucionais para blindar sua carteira de criptomoedas em setembro

3 apostas institucionais para blindar sua carteira de criptomoedas em setembro

Historicamente, o mês de setembro é considerado um período desafiador para os investidores digitais. Desde 2013, o Bitcoin registra uma perda média de 3% nessa época, acumulando apenas cinco fechamentos mensais positivos.

Essa sazonalidade desfavorável rendeu ao mês o apelido de “Rektember”, uma referência a perdas severas no setor. Neste ano, o cenário macroeconômico exige ainda mais cautela de quem acompanha o mercado cripto.

Os mercados calculam uma probabilidade superior a 60% de que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) anuncie um aumento nas taxas de juros no dia 16. Paralelamente, os conflitos no Oriente Médio impactam os preços do petróleo e as expectativas globais de inflação.

Sobre este contexto econômico, Justin Onuekwusi, da St. James’s Place, afirmou: “A forma como o Fed se comunica será importante, pois afeta sua credibilidade e as taxas globais”.

Como proteger suas criptomoedas em setembro e avaliar alternativas

Apesar das incertezas, três ativos mantêm argumentos sólidos para atravessar o mês: Bitcoin, Ethereum e Solana. Embora não haja garantia de desempenho positivo, esses projetos se destacam pela alta liquidez e atividade econômica mensurável.

O Bitcoin continua sendo a opção mais defensiva da lista. Seu domínio de mercado facilita operações e costuma limitar a magnitude das quedas em relação a moedas menores. Os ETFs americanos, que atraíram quase US$ 2,5 bilhões apenas no final de agosto, servirão como um termômetro vital para a estabilidade do ativo.

O Ethereum, por sua vez, oferece um perfil intermediário focado em utilidade. A rede sustenta cerca de US$ 148 bilhões em stablecoins e lidera o setor de tokenização de ativos do mundo real (RWAs), o que reforça seu papel como infraestrutura financeira contínua, independentemente da especulação.

Já a Solana apresenta o maior potencial ofensivo, aliando taxas reduzidas e execução rápida. A rede chegou a processar US$ 1,9 trilhão em transações de stablecoins no primeiro semestre. Contudo, ela permanece como a opção mais volátil e sensível a vendas rápidas entre as principais criptomoedas em setembro, exigindo mais dinamismo dos investidores.