O avanço da computação quântica acendeu um sinal de alerta no mercado de ativos digitais, mas o impacto não será igual para todas as redes: enquanto o Bitcoin enfrenta um risco severo, o Ethereum se mostra arquitetonicamente mais resiliente.
Analistas do Citi alertaram que o desenvolvimento da computação quântica encurtou o prazo para ataques práticos contra criptoativos, deixando investidores institucionais de Bitcoin em alerta máximo.
Essa conclusão ecoa um estudo da Google Quantum AI com Stanford, mostrando que a computação quântica exige 20 vezes menos recursos do que o previsto para romper a segurança da maior criptomoeda do mundo.
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O perigo da computação quântica para o Bitcoin
Segundo pesquisadores, a computação quântica avançada, operando com menos de 500 mil qubits físicos, poderia decifrar uma chave privada de Bitcoin a partir de sua chave pública em apenas nove minutos, colocando em risco mais de 6,9 milhões de BTC.
O grande problema do Bitcoin reside no seu modelo de governança historicamente rígido, que dificulta atualizações de larga escala na camada base. Propostas de melhoria quântica (BIPs) ainda patinam em fases iniciais de teste.
Em contrapartida, o ecossistema do Ethereum foi desenhado estruturalmente para acomodar transições complexas. Essa flexibilidade já levou tesourarias corporativas globais a migrar capital do Bitcoin para o Ether, antecipando uma corrida regulatória que deve se intensificar até 2028.
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