O mercado de criptomoedas passa por um reposicionamento estratégico. A Movement Network, projeto inicialmente focado em interligar blockchains desenvolvidas na linguagem Move à rede Ethereum, anunciou uma mudança em seu modelo de negócios para focar em remessas internacionais e produtos de poupança em dólar.
A decisão da Movement Network ocorre em um momento de forte saturação no mercado de soluções de segunda camada (Layer 2). Com dezenas de redes competindo por liquidez e pela atenção de desenvolvedores, o setor de escalabilidade começou a sofrer com a falta de diferenciação, forçando projetos a buscarem utilidade no mundo real.
Para viabilizar a nova operação, a empresa garantiu acesso a sistemas de pagamentos regulamentados nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia. O objetivo principal é criar uma infraestrutura de liquidação baseada em stablecoins voltada especificamente para mercados emergentes.
Layer 1 e Layer 2: como funcionam as soluções que tornam as blockchains mais rápidas
O impacto financeiro e o futuro da Movement Network
Esse movimento coloca o projeto em rota de concorrência direta com provedores tradicionais de remessas, de olho em um setor global estimado em US$ 685 bilhões que atende países de baixa e média renda. Outros nomes consolidados do ecossistema, como a Polygon, já trilham caminhos semelhantes devido à comoditização das tecnologias de rollup e das taxas de transação.
Como parte desse novo direcionamento, a fundação responsável pela Movement Network realizou a recompra de cerca de 19% dos tokens que haviam sido alocados para investidores iniciais. Essa quantia representa o equivalente a 4,1% do suprimento total do token MOVE, que recentemente era negociado na faixa de US$ 0,1435.
“Bilhões de pessoas globalmente estão financeiramente desassistidas e sem acesso a serviços”, afirmou o CEO Torab Torabi em comunicado à imprensa. Segundo o executivo, a missão atual da empresa é unir os canais regulados de pagamento com a liquidação em blockchain para modernizar os serviços financeiros globais.
Valor de mercado das stablecoins bate US$ 322 bilhões e supera reservas de 95 países





