A BitMine Immersion Technologies, empresa liderada pelo conhecido analista Tom Lee, acaba de adquirir 10.000 unidades de Ethereum (ETH). A compra foi realizada diretamente com a Fundação Ethereum (EF) por meio de uma operação de balcão (OTC).
O negócio foi fechado por um preço médio de US$ 2.387 por moeda, totalizando aproximadamente US$ 23,9 milhões. Enquanto Tom Lee se posiciona como um dos compradores institucionais mais otimistas, a movimentação reacendeu um debate antigo no mercado cripto sobre as vendas constantes da Fundação.
Em nota, a Fundação Ethereum explicou que os recursos serão destinados ao financiamento de operações essenciais, incluindo pesquisas do protocolo, subsídios para o ecossistema e programas de apoio à comunidade, seguindo uma política de tesouraria estabelecida em 2024.
Críticas da comunidade e o “dogfooding” do Ethereum
Apesar da justificativa oficial, a transação gerou uma onda de desaprovação entre desenvolvedores e entusiastas. O ponto central da polêmica é por que a organização que cuida do Ethereum prefere vender o ativo em vez de utilizá-lo para pagamentos internos.
O pesquisador 0xfoobar foi um dos críticos mais vocais: “Se os funcionários e contratados da EF odeiam/entendem tão mal a criptografia que não estão dispostos a aceitar pagamento em ETH, eles não deveriam estar trabalhando lá. Ponto final”, disparou em suas redes sociais.
A BitMine, por outro lado, mantém uma estratégia agressiva de acumulação de Ethereum desde 2025. Para a empresa de Tom Lee, o ativo é uma peça fundamental de tesouraria, contrastando com a postura de liquidação adotada pelos próprios desenvolvedores principais da rede.
Essa divergência entre quem constrói e quem investe no Ethereum está se tornando difícil de ignorar. Até o momento, a Fundação não comentou as críticas sobre a falta de “dogfooding” (prática de usar o próprio produto) em suas operações financeiras.











