O gigante bancário Standard Chartered divulgou uma projeção agressiva para o mercado de finanças descentralizadas (DeFi). Segundo a instituição, o token UNI, ativo nativo da corretora descentralizada Uniswap, pode registrar uma valorização de quase 40 vezes e atingir a marca de US$ 100 até o final de 2030.
A previsão para o token UNI é fundamentada na migração de instituições financeiras tradicionais para a tecnologia blockchain. Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco, avalia que o Uniswap vai atuar como a principal infraestrutura de mercado para essa transição, superando o desempenho de ativos como Bitcoin e Ethereum.
O analista estima que o volume de ativos digitais depositados em protocolos DeFi deve saltar para US$ 2,7 trilhões até o fim da década. Com isso, os pools de liquidez da plataforma poderiam gerenciar um volume de fundos 37 vezes maior do que o atual, impulsionando diretamente a utilidade e a demanda pelo token UNI.
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O que sustenta a projeção de US$ 100 para o token UNI
Kendrick compara o modelo estrutural do Uniswap ao do YouTube, enquanto a corretora centralizada Coinbase funcionaria de forma semelhante à Netflix. A corretora descentralizada exige menos capital próprio para operar, já que a liquidez é fornecida pelos próprios usuários de forma orgânica.
Esse modelo aberto já começou a atrair o capital institucional: em fevereiro de 2026, a gestora BlackRock utilizou o protocolo de leilões UniswapX para disponibilizar seu fundo tokenizado, conhecido como BUIDL. No mesmo período, a Bitwise solicitou aos reguladores dos Estados Unidos a aprovação do primeiro ETF à vista focado em DeFi, utilizando o ativo da rede como base.
Além da adoção por Wall Street, a dinâmica econômica do token UNI favorece a retenção de valor. A atualização do protocolo introduziu um mecanismo de queima automática atrelado às taxas de uso da rede. Esse sistema já reduziu a oferta total do ativo de 1 trilhão para cerca de 895 milhões de unidades, enxugando a liquidez disponível no mercado.
Apesar do cenário de longo prazo promissor, o Standard Chartered aponta alguns riscos operacionais. O protocolo enfrenta a concorrência de plataformas menores e depende do avanço nas regulamentações sobre tokenização de ativos reais. Ainda assim, para o curto prazo, a meta estipulada pelo banco é de que o ativo alcance US$ 6,50 até o final de 2026.
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