O Itaú Unibanco está expandindo de forma definitiva sua atuação no mercado de tecnologia em rede. O maior banco da América Latina anunciou uma parceria com a provedora de infraestrutura OpenAssets para testar a tokenização de ativos.
O projeto faz parte de um piloto organizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). O objetivo primário é avaliar como títulos de renda fixa e fundos de investimento podem ser emitidos e negociados via blockchain.
As empresas explicaram que os testes práticos também vão analisar as regras e os padrões técnicos necessários para que bancos operem esses sistemas com segurança. A entrada do Itaú, que possui mais de US$ 562 bilhões em ativos totais, traz peso institucional significativo para o experimento.
O Futuro da Tokenização de Ativos no Brasil
A tokenização de ativos se consolidou como um dos principais casos de uso adotados por Wall Street. O Citigroup estima que a transição de produtos financeiros tradicionais para redes descentralizadas pode gerar um mercado de US$ 5,5 trilhões até o ano de 2030.
O Brasil já atua como um polo global para essa tecnologia. A VERT Capital divulgou recentemente planos para colocar até US$ 1 bilhão em dívidas na XDC Network, enquanto o Mercado Bitcoin estrutura um projeto de US$ 200 milhões na rede XRP Ledger.
O conceito tem chegado até a setores da economia real brasileira. Produtores de leite no Paraná, buscando facilitar o acesso a crédito, transformaram 10 vacas em tokens negociáveis utilizando uma infraestrutura conectada à B3.
O Itaú já possui experiência com a tecnologia, tendo participado do piloto do Drex no Banco Central em 2023. Gabor Gurbacs, CEO da OpenAssets, destacou o cenário nacional: “O Brasil tem sido um dos mercados mais voltados para o futuro em finanças e é um lugar natural para mover a tokenização da exploração para a produção”.
A própria OpenAssets captou US$ 10 milhões no ano passado para focar nessa infraestrutura. A rodada de investimentos foi liderada pelo Valor Capital Group e contou com aportes da Tether e de membros da família fundadora do Itaú Unibanco.




