O Bitcoin opera em queda nesta quarta-feira, recuando para a faixa de US$ 63.700. Na contramão, as altcoins lideram os ganhos entre os principais ativos digitais do mercado.
A Dogecoin registrou alta de quase 3%, superando a marca de US$ 0,07. Esse movimento positivo consolidou um ganho semanal também de cerca de 3%. O token BNB acompanhou a tendência, avançando 2% e alcançando o valor de US$ 614.
Enquanto o Bitcoin foi o único grande ativo a registrar perdas tanto no diário quanto no desempenho dos últimos sete dias, outras moedas mostraram resiliência. A Solana subiu 3% na semana, chegando a US$ 76, e o Ether atingiu US$ 1.890.
O XRP avançou mais de meio por cento, cotado a pouco mais de US$ 1, mas ainda acumula a pior performance da semana entre os maiores tokens, com recuo de 5%. Já o HYPE, da Hyperliquid, caiu mais de 1%, sendo negociado a US$ 54.
Qual o impacto da inflação americana no Bitcoin?
No mercado tradicional de ações, o cenário é de alta. O índice sul-coreano Kospi saltou 4,6%, puxado por fortes resultados corporativos de gigantes da tecnologia. O petróleo Brent também avançou, ultrapassando US$ 90 o barril após seis sessões consecutivas de ganhos.
Os investidores de criptomoedas agora focam nos dados de inflação dos Estados Unidos. Segundo Jeff Mei, diretor de operações da corretora BTSE, a direção do mercado nesta semana depende dos números do CPI e de um possível acordo entre Irã e EUA no Estreito de Ormuz.
“Os números de emprego dos EUA da semana passada foram fracos — uma narrativa contínua que apoia essa tendência e uma inflação mais baixa consolidaria as expectativas de cortes do Fed até o fim do ano, impulsionando a liquidez e ativos de risco como o Bitcoin”, afirmou Mei.
O executivo ressaltou que o mercado deve monitorar qualquer discurso mais agressivo de membros do Federal Reserve, mas apontou que a atual configuração macroeconômica pode levar a um rali de alívio no setor caso a inflação fique abaixo das projeções.





