O preço do Ethereum segue preso abaixo da marca de US$ 2.000, enfrentando uma forte barreira técnica nos US$ 1.915. Apesar de uma estrutura de mercado que parecia otimista desde julho, novos dados mostram que a força compradora está enfraquecendo.
O cenário atual apresenta um contraste nas métricas da rede. O volume de negociações em corretoras descentralizadas (DEX) caiu cerca de 42% entre abril e julho. Por outro lado, o valor total bloqueado (TVL) em aplicativos DeFi subiu 7,8%, encostando em US$ 42 bilhões.
Além disso, o staking atingiu um recorde de 33,98% da oferta total de moedas. Isso indica que os investidores estão preferindo buscar rendimentos passivos em vez de realizar operações de curto prazo, um movimento que reduz a demanda imediata no mercado e impacta diretamente o preço do Ethereum.
Baleias vendem bilhões e afetam o preço do Ethereum
O verdadeiro obstáculo para a criptomoeda está na movimentação dos grandes detentores, conhecidos como baleias. Carteiras gigantes reduziram suas posições de 125,44 milhões para 123,86 milhões de moedas a partir de 10 de agosto.
Essa liquidação representa cerca de US$ 3 bilhões retirados do mercado. Analistas apontam que a queda no volume das corretoras é um reajuste global, mas quando grandes investidores vendem num momento de baixa liquidez, as tentativas de alta perdem força rapidamente.
A resistência de US$ 1.915 define a tendência de curto prazo. O preço do Ethereum foi rejeitado nessa exata faixa sete vezes desde o fim de julho. Um fechamento diário acima desse nível é essencial para trazer o otimismo de volta e abrir caminho para os US$ 1.978.
Se o suporte imediato de US$ 1.875 for perdido, a estrutura atual muda de positiva para neutra. Essa quebra pode empurrar a cotação para US$ 1.843 e, posteriormente, US$ 1.811. O mercado agora aguarda um novo fluxo de demanda real para conseguir romper seu teto atual.




