As ações da Strategy, a gigante de tesouraria focada em criptomoedas, registraram uma queda para a mínima histórica de US$ 82,53 na última quinta-feira. O recuo chamou a atenção de investidores, arrastando também as ações ordinárias da empresa para o menor patamar em quatro meses.
Apesar da desvalorização recente, o CEO Michael Saylor revelou um detalhe curioso sobre a origem do ativo de renda fixa: ele afirmou ter utilizado inteligência artificial de forma conversacional durante horas para ajudar a projetar a engenharia financeira das ações da Strategy.
A ideia central do executivo não era apenas lançar um novo produto isolado no mercado. A Strategy está deixando de ser apenas uma corporação que acumula reservas para se transformar em uma robusta plataforma de mercado de capitais lastreada em Bitcoin.
O objetivo dessa mudança estrutural é criar diferentes instrumentos financeiros para atrair diversos perfis de investidores, desde os mais conservadores até os focados em crédito. Todo o capital arrecadado com esses produtos é então direcionado para a compra de mais criptomoedas, priorizando sempre o crescimento da métrica de “Bitcoin por ação”.
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O futuro das ações da Strategy e o impacto nos rendimentos
Originalmente, as ações da Strategy foram desenhadas para serem negociadas próximo ao valor de face de US$ 100. Com a queda recente para a faixa dos US$ 80, o rendimento efetivo do dividendo ultrapassou os 13% ao ano, o que transformou as ações da Strategy em um instrumento de crédito de alto rendimento lastreado em criptomoedas.
Analistas do setor encaram a atual precificação com tranquilidade. James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, explicou que a fraqueza do papel reflete mais a incerteza sobre como a empresa vai gerenciar suas obrigações fixas do que um problema direto com a tese principal do Bitcoin.
Mark Palmer, diretor da Benchmark-StoneX, reforça que a variação de preço é uma característica puramente mecânica do ativo; ele projeta que a companhia deve aumentar a taxa de dividendos em breve para estimular a demanda e puxar o preço de volta para a meta original de US$ 100.
Para manter o pagamento dos investidores, a companhia precisou vender 32 Bitcoins por US$ 2,5 milhões. Apesar dessa movimentação de liquidação, a diretoria da empresa afirma possuir 32 anos de cobertura de dividendos graças à sua reserva massiva de mais de 846 mil Bitcoins.
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