AudiA6: esquema de lavagem de criptomoedas movimentou US$ 389 milhões antes de operação global

AudiA6: esquema de lavagem de criptomoedas movimentou US$ 389 milhões antes de operação global

Dois homens foram presos na Geórgia após uma operação internacional liderada por autoridades dos Estados Unidos e parceiros europeus que resultou na desmontagem da rede conhecida como AudiA6 crypto laundering, apontada como um dos principais serviços de lavagem de criptomoedas usados por grupos de ransomware.

Segundo as investigações, o esquema movimentou cerca de 10.333 Bitcoins desde 2021 — valor equivalente a aproximadamente US$389 milhões no período das transações. A estrutura funcionava como um serviço de “mixing”, cobrando taxas que variavam entre 3% e 10% para ocultar a origem dos fundos.

A rede AudiA6 também operava o fórum clandestino Dark2Web, usado para divulgar o serviço e conectar clientes do ecossistema de crimes cibernéticos. O ambiente era amplamente associado a grupos de ransomware, hackers e outros atores do submundo digital.

O DOJ e agências como o U.S. Secret Service e a Europol afirmam que a infraestrutura do esquema foi desmontada com o bloqueio de servidores em diferentes países, além da substituição dos sites por páginas de apreensão oficiais.

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AudiA6 e a estrutura de lavagem em escala industrial

O funcionamento do AudiA6 crypto laundering chamou atenção pela escala e sofisticação. Investigações indicam o uso de milhares de contas verificadas com KYC, além de “mulas financeiras” usadas para movimentar os ativos entre exchanges e dificultar o rastreamento.

De acordo com autoridades, pelo menos 393 BTC foram diretamente ligados a fontes como mercados darknet, ransomware e serviços criminosos, enquanto o restante teria passado por múltiplas camadas de ocultação antes de chegar ao sistema.

O esquema conseguia redistribuir fundos em janelas curtas de tempo, o que aumentava a complexidade para equipes de compliance e análise blockchain. Com o avanço das investigações, o AudiA6 passou a ser tratado como um dos principais pontos de infraestrutura financeira do crime digital global.

Agora, os dois suspeitos, um cidadão ucraniano de 37 anos e um russo de 25, aguardam processos de extradição para os Estados Unidos, onde devem responder por conspiração para lavagem de dinheiro e lavagem de recursos ilícitos.

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