A gigante institucional Strategy revelou a venda de 32 BTC em maio, agitando o mercado cripto. O movimento traz lembranças de dezembro de 2022, momento em que a Strategy vendeu Bitcoin pela primeira vez e gerou questionamentos sobre suas finanças.
Naquela época, a empresa negociou 704 BTC por cerca de US$ 11,8 milhões para realizar prejuízos fiscais, recomprando mais moedas logo em seguida. Críticos de mercado previram o colapso da companhia, mas o evento marcou o fundo do mercado de baixa histórica.
De lá para cá, as reservas da empresa saltaram de 132.500 BTC para mais de 843.000 BTC em 2026, e mesmo quando a Strategy vende Bitcoin em pequenos volumes, como as 32 moedas recentes avaliadas em US$ 2,5 milhões, o impacto financeiro imediato é considerado insignificante.
Michael Saylor, da Strategy, revela a nova força institucional que define o preço do Bitcoin
Por que a Strategy vendeu Bitcoin
No entanto, investidores tentam entender as reais intenções por trás dessa movimentação institucional recente: a Strategy deixou de ser apenas uma compradora alavancada para se transformar em uma máquina complexa de finanças corporativas atrelada ao ecossistema cripto. A estrutura atual inclui dívidas conversíveis e múltiplos programas de emissão de ações.
Nesse cenário atual de alta sofisticação, a Strategy vende Bitcoin não por necessidade financeira, mas como uma engrenagem comum de seu modelo operacional. O crítico Peter Schiff alertou na rede social X que isso pode ser o início de alienações maiores, mas a empresa mantém seu ritmo agressivo de compras.
O foco do mercado agora mudou, a questão central não é se a companhia vai abandonar suas reservas estratégicas, mas sim com que frequência essas operações pontuais farão parte de sua gestão cotidiana de tesouraria.





