Os cofres de empréstimo cripto ultrapassaram a marca de US$ 10 bilhões em depósitos, impulsionados pela busca de investidores por rendimentos em ativos digitais, conforme levantamento do Financial Times.

O volume saltou de US$ 4 bilhões no início do ano passado, evidenciando a forte demanda por estratégias que colocam stablecoins e outros tokens em funcionamento no mercado descentralizado.

Esses cofres de empréstimo cripto operam por meio de contratos inteligentes em plataformas DeFi. Cada estrutura conta com um “curator”, um gestor que define estratégias de empréstimo, limites de risco e taxas.

Os retornos costumam variar de 3% a 10%, embora estratégias mais agressivas possam gerar 20% ou mais. Em contrapartida, os cofres de empréstimo cripto expõem os usuários a colaterais ilíquidos, liquidações automáticas e falhas de código.

O impacto dos cofres de empréstimo cripto no mercado e na regulação

Fundos de hedge, fintechs e empresas de tesouraria de ativos digitais lideram os depósitos nesses cofres de empréstimo cripto. A gestora Two Prime, por exemplo, introduziu um cofre de bitcoin na Pareto em setembro com foco institucional.

Diante desse avanço, agências reguladoras examinam a aplicação de normas vigentes. A SEC questiona a custódia de títulos, enquanto reguladores europeus debatem a supervisão de intermediários que facilitam o acesso ao ecossistema DeFi.

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Luíza Nunes
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