O Mercado Bitcoin anunciou nesta quinta-feira (29 de outubro de 2026) a liberação de movimentações diretas na rede Sui para toda a sua base de 4,5 milhões de usuários no Brasil. A novidade transforma a empresa na primeira corretora brasileira a oferecer suporte nativo para envio e recebimento de ativos que rodam no ecossistema.

Com a atualização, os clientes não ficam mais limitados a negociar os tokens apenas dentro da plataforma. O recurso já está disponível para três ativos específicos: o token nativo SUI, a stablecoin USDC e o dólar da rede, chamado USDsui (ou Sui Dollar).

Além de permitir saques e depósitos externos, a corretora confirmou que o USDsui ganha utilidade imediata dentro da sua estrutura. Os investidores já podem utilizar essa stablecoin como garantia para contratar linhas de empréstimo dentro da própria plataforma.

A integração é fruto de um trabalho conjunto entre o Mercado Bitcoin, a Mysten Labs — empresa responsável pelo desenvolvimento técnico da rede, e a Fundação Sui. A parceria visa expandir o uso de soluções descentralizadas no mercado financeiro brasileiro, considerado peça central para o crescimento da tecnologia na América Latina.

Próximos passos e novidades na rede Sui

O roadmap da colaboração também prevê projetos de maior porte para o futuro. O primeiro deles envolve o Hashi, camada de orquestração de Bitcoin da rede. Assim que a rede principal do Hashi for lançada, a exchange quer disponibilizar operações nativas de empréstimo e tomada de Bitcoin.

Outra iniciativa de peso é a migração da plataforma de ativos do mundo real (RWA) do Mercado Bitcoin para a rede Sui. Desde 2019, a corretora já emitiu mais de 800 ativos tokenizados regulados, e a mudança representará uma transição de infraestrutura para umaoperação que já está consolidada.

O plano de expansão prevê ainda a integração dessa plataforma de tokenização com o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Atualmente, o Mercado Bitcoin possui 10 licenças regulatórias distribuídas entre o Brasil e a Europa.

Na avaliação de Adeniyi Abiodun, cofundador da Mysten Labs, o Brasil desempenha um papel estratégico para a adoção da rede, consolidando-se como um polo financeiro relevante no cenário global.

Para os investidores locais, a mudança prática imediata se resume à liberdade de transacionar SUI, USDC e USDsui pela rede original e usar a nova stablecoin como garantia.

Já as ofertas de crédito em Bitcoin e a migração dos tokens de RWA permanecem como planos condicionados ao lançamento da rede principal do Hashi e à execução técnica do projeto.

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Luíza Nunes
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