Bitcoin recua para US$ 80 mil após Trump ameaçar Irã com novos ataques

Bitcoin recua para US$ 80 mil após Trump ameaçar Irã com novos ataques

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por Redação

O Bitcoin deu um passo atrás e voltou a testar o suporte dos US$ 80 mil nesta quinta-feira (7). Após um breve rali que levou a moeda acima dos US$ 82 mil, o clima de cautela tomou conta dos investidores.

O motivo principal desse recuo é a incerteza geopolítica. O mercado observa de perto o desenrolar do conflito entre Estados Unidos e Irã, enquanto um possível acordo de cessar-fogo continua travado na mesa de negociações.

Atualmente, o Bitcoin é negociado na casa dos US$ 80.814, apresentando uma desvalorização de 1,6% nas últimas 24 horas. Para quem investe do Brasil, a cotação gira em torno de R$ 397.667.

O movimento de queda não foi exclusivo do BTC: o Ethereum (ETH) sentiu um golpe maior, caindo 3,6% para US$ 2.323, o XRP recua 2,7%, enquanto a Solana tem queda de 0,5%.

Por outro lado, o mercado de altcoins continua a indicar rotação de investidores, com a Toncoin (TON), saltando impressionantes 16% no mesmo período.

Curiosamente, o mercado cripto está se descolando do otimismo das bolsas americanas, que operam próximas das máximas históricas. O petróleo também caiu abaixo de US$ 100, mas o fluxo de capital parece preferir ações de tecnologia no momento.

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Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o Bitcoin precisa romper a barreira dos US$ 82.500 para recuperar a força compradora. Caso o cenário geopolítico piore, há risco de o ativo testar níveis ainda mais baixos.

No lado diplomático, o site Axios revelou que os EUA e o Irã estariam perto de um memorando de 14 pontos para encerrar as hostilidades. No entanto, o presidente Donald Trump jogou um balde de água fria nas expectativas.

Em sua rede social, a Truth Social, Trump afirmou que o acordo ainda não está fechado e chamou a aceitação do Irã de “uma grande suposição”. Ele foi além e ameaçou retomar ataques militares com “intensidade muito maior” se o país não concordar com os termos.

Com esse cenário de incerteza, acompanhar o Bitcoin exige atenção redobrada aos yields americanos e aos próximos passos da Casa Branca, que podem ditar o ritmo das criptomoedas nos próximos dias.

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