O Bitcoin sofreu uma forte desvalorização nesta quinta-feira (15), recuando abaixo da marca de US$ 81 mil. A queda foi impulsionada pela inflação acima das estimativas nos Estados Unidos e por uma onda global de vendas que atingiu com força o setor de inteligência artificial.

Negociado a US$ 80.910, o Bitcoin registra uma retração de 2,6% no acumulado de 24 horas. Outros grandes criptoativos também acompanharam o movimento de baixa, com o Ethereum recuando 5,2% para US$ 2.360, enquanto Solana, XRP e BNB registraram perdas entre 2,5% e 3,8%.

Os dados divulgados pelo governo norte-americano mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu para 3,7% em setembro na base anual, superando as projeções de mercado de 3,6%. O núcleo inflacionário também veio acima do esperado, avançando 2,6% em 12 meses.

Esse cenário reavivou os temores de que o Federal Reserve possa adotar uma nova alta na taxa de juros na reunião agendada para os dias 27 e 28 de outubro. A probabilidade de um aperto monetário adicional saltou momentaneamente nas estimativas da ferramenta FedWatch antes de recuar parcialmente.

Impacto global e o suporte crítico do Bitcoin

A pressão sobre o mercado de criptomoedas ganhou força com o tombo generalizado nas bolsas asiáticas e americanas. Na Coreia do Sul, o índice Kospi despencou 8%, arrastando gigantes de semicondutores como Samsung e SK Hynix, após sinais de desaceleração no crescimento de receitas no setor de inteligência artificial.

“A inflação mais forte nos Estados Unidos renovou as preocupações de que os juros permanecerão elevados por mais tempo”, afirmou Vikram Subburaj, CEO da exchange indiana Giottus. Os ETFs americanos de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 150,5 milhões na véspera, refletindo a fraqueza na demanda institucional.

No mercado de derivativos, as liquidações de posições alavancadas alcançaram US$ 951 milhões em 24 horas, afetando majoritariamente apostas de alta. Analistas apontam que o Bitcoin testa agora um patamar de suporte crucial próximo a US$ 80.400, cujo rompimento pode abrir espaço para novas quedas.

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Luíza Nunes
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