O fundador da rede Tron, Justin Sun, declarou que os cartões de criptomoedas representam a próxima fase estrutural de como os ativos digitais chegarão ao público geral.
A afirmação surge após um ano histórico: em 2025, as stablecoins movimentaram impressionantes US$ 33 trilhões, superando com folga o volume de US$ 14 trilhões processado pela Visa no mesmo período.
Para Sun, a mudança agora é sobre distribuição, não apenas tecnologia: as stablecoins deixaram de ser um nicho da blockchain para se tornarem uma infraestrutura real de pagamentos.
O mercado iniciou 2026 com um recorde de US$ 310 bilhões em suprimento total, e embora grande parte do volume venha de tradings, o uso de cartões de criptomoedas no dia a dia cresceu de forma agressiva no último ano.
O domínio da rede Tron e os pagamentos no varejo
Essa evolução está tirando o uso das stablecoins apenas das carteiras digitais e do mundo DeFi para levá-lo diretamente aos lojistas e compras cotidianas através dos cartões.
Gigantes como a Mastercard, via Moonpay, e a Visa, com liquidação em nove redes diferentes, já oferecem essa infraestrutura em escala global, cobrindo milhões de estabelecimentos.
Justin Sun tem um interesse direto nessa corrida, já que a rede Tron hospeda a maior parte do USDT em circulação no mundo, sendo o pilar principal para transferências globais.
Se os cartões de criptomoedas se tornarem o canal de gasto preferido, a Tron deve capturar a maior parte desse fluxo. Sun já foca em soluções como transações sem taxas de gás e pagamentos via IA para facilitar essa adoção em 2026.





