
A Bithumb, segunda maior corretora de criptomoedas da Coreia do Sul, investiga um possível vazamento de informações de clientes após um invasor externo acessar seu sistema interno de comunicação corporativa para dispositivos móveis.
A empresa confirmou a exposição de dados pessoais, mas ainda apura se informações de usuários foram comprometidas, segundo a Yonhap News Agency e a Reuters.
Uma fonte do setor ouvida pela Yonhap afirmou que informações pessoais de alguns clientes da plataforma foram vazadas. Até o momento, a corretora não divulgou a extensão do incidente nem explicou como o acesso não autorizado ocorreu.
O caso foi um dos três incidentes de segurança reportados por empresas financeiras sul-coreanas na quarta-feira (28). A corretora Daishin Securities informou que dados de 38.490 clientes, incluindo nomes, endereços de e-mail e números de celular, foram expostos após a identificação de sinais de acesso indevido na semana anterior.
A Daishin afirmou que compensará os clientes por eventuais prejuízos decorrentes do incidente, conforme previsto na legislação. Já a gestora Mirae Asset Global Investments também confirmou uma invasão, e as autoridades financeiras do país iniciaram uma inspeção sobre os casos.
Bithumb enfrenta nova ocorrência em meio a outros ataques
Os incidentes acontecem após uma onda de ataques cibernéticos contra 16 instituições financeiras da Coreia do Sul, incluindo bancos. Segundo a Comissão de Serviços Financeiros do país, os ataques provocaram cerca de 100 mil vazamentos de dados, conforme informações divulgadas pela Reuters no início de outubro.
No mesmo dia, a Coinbase informou que um incidente de segurança envolvendo a empresa de análise de dados Amplitude expôs informações de contato de alguns clientes. O fundador da Binance, Changpeng Zhao, conhecido como CZ, destacou os quatro casos em uma publicação na quarta-feira e alertou que dados vazados de exchanges “is mostly used for phishing, SIM swapping, and social engineering”.
A declaração se refere ao uso dessas informações em golpes de phishing, fraudes envolvendo a troca de chip telefônico e ataques de engenharia social. Zhao recomendou que usuários utilizem endereços de e-mail exclusivos para cada exchange, evitem a autenticação em duas etapas por SMS e solicitem às operadoras de telefonia um bloqueio contra transferências não autorizadas de número.
Ele também afirmou que vazamentos de endereços e informações sobre patrimônio já levaram a casos reais de extorsão e roubos.
Separadamente, o Ministério da Ciência da Coreia do Sul e a Agência de Segurança e Internet do país recomendaram que operadores de sites verifiquem falhas recém-divulgadas na linguagem de programação PHP. As vulnerabilidades podem permitir que invasores executem comandos em servidores sem fazer login.
A Bithumb não informou se essa falha teve alguma relação com o incidente.
O vazamento representa mais um episódio relevante para a exchange em 2026. Em fevereiro, a Bithumb creditou equivocadamente 620 mil BTC a 695 usuários durante uma promoção, em um montante avaliado em cerca de US$ 43 bilhões na época. Os valores existiam apenas no registro contábil interno da plataforma, que informou ter recuperado 99,7% dos bitcoins.
Em março, a Unidade de Inteligência Financeira da Coreia do Sul aplicou uma multa de 36,8 bilhões de wons, equivalente a US$ 24,6 milhões, e determinou uma suspensão parcial das atividades por seis meses devido a falhas no combate à lavagem de dinheiro.
Um tribunal de Seul bloqueou a suspensão em abril.









