Uma tese que circula entre investidores aponta que o ciclo do Bitcoin pode ditar o ritmo do mercado de forma austera. Segundo esse modelo, o ativo passa por 1.064 dias de alta seguidos por 364 dias de desvalorização contínua.
Com base nesse padrão, o ciclo atual aponta para uma data específica: 9 de outubro de 2026. A partir desse dia, o mercado entraria em uma nova fase de baixa. Defensores do modelo destacam que a sequência de fases verdes e vermelhas tem se repetido com precisão nos gráficos desde 2015.
O impacto da psicologia na teoria do ciclo do Bitcoin
Apesar da regularidade observada no histórico, analistas ponderam que dados passados não garantem retornos futuros. O mercado financeiro sofre influência direta de fatores externos, como mudanças em regulamentações globais, crises econômicas e a adoção progressiva da tecnologia.
Diferente do ouro ou de ações de tecnologia, o preço do Bitcoin é fortemente moldado pelo comportamento dos investidores. Fatos concretos, como o halving, possuem fundamentos econômicos de escassez programada que impulsionam ciclos de alta na cotação.
Por outro lado, a teoria dos 1.064 dias apoia-se estritamente na observação do histórico recente. Em um mercado volátil, padrões bem definidos atraem a atenção do público pela busca de previsibilidade, criando o risco de viés de confirmação.
A validação ou falha desse padrão em outubro de 2026 tende a influenciar o comportamento dos negociantes. O resultado pode fortalecer a tese de modelos cíclicos no setor crypto ou gerar reações de pânico no mercado caso a projeção falhe.





