
As pesquisas sobre o Bitcoin no Google recuaram para cerca de 14 pontos em uma escala de cem, o patamar mais fraco em aproximadamente seis anos. Para o analista on-chain Willy Woo, esse silêncio histórico costuma marcar o momento ideal para novas compras.
Atualmente, o Bitcoin (BTC) é negociado próximo a US$ 82.000, com alta de 1,5% em 24 horas, enquanto traders e investidores profissionais dominam o volume de interesse restante no mercado.
Com base em dados do Google Trends compartilhados em 15 de outubro, Woo aplicou uma regra contrária. Um padrão semelhante ocorreu em dezembro de 2017, quando as buscas atingiram o pico no mesmo mês em que o preço do BTC tocou perto de US$ 20.000.
Posteriormente, o interesse afundou para cerca de 10 pontos durante o bear market de 2018 e 2019, período que se revelou uma excelente janela de acumulação em retrospectiva.
O impacto das pesquisas sobre o Bitcoin e a dinâmica dos traders
Neste ciclo, as consultas pelo termo principal não ultrapassaram 45 pontos, ficando bem abaixo dos recordes de 2017 e 2021. Em contrapartida, buscas por “BTCUSD” marcaram recorde em 2025 antes da máxima histórica de outubro.
Essa divisão sugere que o perfil do público mudou, passando de curiosos novatos para operadores focados e investidores da era dos ETFs. Woo argumenta que o Bitcoin pode migrar de seu ciclo tradicional de halving para ciclos macroeconômicos tradicionais (TradFi).
Existem ressalvas na análise, como a defasagem temporal registrada em 2021, quando o interesse de busca atingiu o topo cerca de seis meses antes da máxima de preço em novembro.
Em termos de comparação de mercado, o valor do Bitcoin está em cerca de US$ 1,65 trilhão, enquanto o ouro soma US$ 29,3 trilhões e as ações globais atingiram US$ 157,8 trilhões no encerramento de 2025.
Enquanto alguns enxergam espaço para expansão nessa diferença, outros citam as eleições de meio de mandato nos EUA, conflitos armados e a crise energética como fatores que podem manter o BTC operando em faixas restritas.








