ETF da Solana acumula US$ 1,22 bilhão, mas SOL ainda está 67% abaixo da máxima

ETF da Solana acumula US$ 1,22 bilhão, mas SOL ainda está 67% abaixo da máxima

Os ETFs da Solana nos Estados Unidos chegaram a um marco histórico nesta semana. Os seis produtos spot negociados no país acumulam US$ 1,22 bilhão em entradas líquidas, enquanto a própria rede também registra níveis recordes de atividade.

Na segunda-feira, os fundos receberam US$ 33,5 milhões, maior entrada diária de 2026 entre os seis produtos. O movimento também marcou o quinto pregão consecutivo com fluxo positivo.

Mesmo com a combinação de entradas nos ETFs e crescimento da atividade on-chain, o preço do SOL ainda está distante de sua máxima histórica.

ETF da Solana concentra boa parte dos fluxos em um único produto

Segundo dados da Farside Investors, os produtos spot de Solana negociados nos EUA somam US$ 1,22 bilhão em entradas líquidas desde o início das negociações, em outubro de 2025.

O BSOL, da Bitwise, responde pela maior parte desse total. A concentração em um único emissor continua sendo um ponto relevante na leitura dos números.

Os fluxos também não seguiram uma trajetória constante ao longo do ano. Depois de uma forte recuperação em abril, os produtos passaram por um período de menor movimentação durante o verão no hemisfério Norte.

Em um intervalo de seis dias neste mês, por exemplo, não houve fluxo líquido. O TSOL, da Tuttle, também acumula saídas líquidas durante quase todo o período desde seu lançamento.

Apesar dessas oscilações, a marca de US$ 1,22 bilhão mostra que os produtos continuam atraindo capital mesmo em um momento de forte correção do token.

Atividade da Solana também bate recorde

Enquanto os ETFs da Solana registram entradas, a blockchain alcançou outro recorde. Em julho, a rede processou 4,2 bilhões de transações, alta de 13,5% em relação a junho.

Na comparação com dezembro de 2025, o número mensal de transações aumentou 91%. A conta oficial da Solana resumiu o novo recorde com uma palavra: “Higher.”

Parte desse crescimento está relacionada à expansão da capacidade da rede. Em julho, a Solana elevou em 66% o limite dos blocos, passando de 60 milhões para 100 milhões de unidades de computação.

Outro fator foi o avanço dos ativos do mundo real tokenizados. O valor desses ativos na blockchain chegou a US$ 3,73 bilhões, com mais de 313 mil endereços mantendo pelo menos um desses tokens.

As memecoins também voltaram a movimentar a rede. O volume semanal à vista de memecoins na Solana chegou a US$ 5,2 bilhões em meados de agosto, maior nível de 2026.

O valor representa uma recuperação importante em relação ao fim de maio, quando esse volume havia caído para cerca de US$ 1,8 bilhão. A conta oficial da Solana reagiu ao novo pico com a frase “chat, are we back”.

Ainda assim, a recuperação da atividade não teve o mesmo impacto sobre o preço.

O SOL é negociado perto de US$ 96, com queda de 2,36% no dia e de 49% em relação a um ano atrás. Na última semana, porém, o token acumulou alta de 24%.

Mesmo com essa recuperação recente, o SOL permanece 67% abaixo de sua máxima histórica de US$ 293,31.

Agora, investidores e participantes do mercado acompanham a atualização Alpenglow, que tem como objetivo acelerar a finalização das transações na rede.

Os dados mostram, portanto, uma situação ainda dividida: os ETFs da Solana acumulam entradas recordes, a atividade da blockchain alcança novos máximos e o uso de ativos tokenizados cresce.

O que ainda falta aparecer na mesma escala é uma recuperação sustentada do preço do SOL. Os próximos movimentos do mercado deverão mostrar se o aumento dos fluxos e da atividade consegue se transformar em uma tendência mais duradoura para o token.