
A fabricante de carteiras de criptomoedas, Ledger, está no centro de uma investigação após confirmar a presença de um componente de hardware não autorizado em uma carteira adulterada adquirida por um usuário no sudeste asiático.
As perdas estimadas com esses incidentes se aproximam de 93 milhões de dólares, embora a empresa ainda não tenha validado oficialmente este valor total. O caso ganhou força com o envolvimento da revendedora CryptoBilis.
A revendedora operava na Indonésia, Malásia e Filipinas, tendo interrompido suas vendas após pedidos da fabricante. A Ledger reforça que sua infraestrutura interna não sofreu comprometimento, sugerindo uma falha na cadeia de suprimentos pós-fabricação.
Riscos na cadeia de suprimentos
Imagens divulgadas pelo ex-chefe da Mt. Gox, Mark Karpelès, mostraram um circuito oculto atrás da tela de um modelo Nano X modificado, contando com recursos de comunicação celular.
O dispositivo era capaz de registrar a frase de recuperação de 24 palavras no momento da configuração, permitindo que invasores controlassem os fundos sem alterar o chip seguro principal.
Plataformas de análise como Yfarmx e Bitquery apontam perdas que variam entre US$ 92,9 milhões e US$ 93,4 milhões em centenas de endereços, afetando ativos como bitcoin, ether e stablecoins.
A Ledger orienta que quem adquiriu dispositivos por meio da revendedora evite iniciar a configuração e transfira fundos para um novo endereço caso já tenham utilizado a carteira adulterada.








