
A Chainalysis, empresa especializada em rastrear invasões e roubos no mercado de ativos digitais, sofreu um acesso não autorizado em seus sistemas. O ataque foi realizado por invasores externos que utilizaram agentes de IA ofensivos para acessar a infraestrutura da companhia.
O incidente acendeu o alerta na indústria, já que a empresa atende mais de 100 instituições financeiras, além de corretoras e agências governamentais. Com a invasão, nomes e informações de funcionários desses clientes acabaram expostos.
De acordo com o comunicado oficial emitido pela empresa na sexta-feira, os invasores tiveram acesso a identificadores de usuário, nomes completos, endereços de e-mail e rótulos de cargos profissionais.
Por outro lado, a empresa informou que os registros de casos, senhas, códigos de acesso e tokens de sessão não apresentam qualquer sinal de comprometimento. Por esse motivo, os dados expostos no vazamento na Chainalysis foram classificados pela própria firma como “não sensíveis”.
“Nossas equipes têm trabalhado ininterruptamente para investigar atividades não autorizadas, corrigir vulnerabilidades e reforçar nossos sistemas”, afirmou a equipe da Chainalysis.
Como o vazamento na Chainalysis afeta o setor de criptomoedas
Embora os dados roubados tenham sido considerados de baixo risco, a exposição de nomes vinculados a cargos permite que criminosos estruturem ataques direcionados. Recentemente, a corretora Binance atribuiu um roubo histórico de US$ 6,3 bilhões ao comprometimento do computador de um único engenheiro.
Apesar da Chainalysis esclarecer que o vazamento não possui ligação com o caso da Binance, a companhia atuava justamente no rastreamento dos valores roubados nessa ocorrência. O CEO da firma, Jonathan Levin, apontou a autoria do ataque à Coreia do Norte.
“DPRK are up to their old tricks”, declarou Jonathan Levin, indicando que o país voltou a utilizar suas táticas conhecidas de invasão.
Para contornar a situação e identificar pontos fracos nos sistemas, a empresa contratou especialistas externos de cibersegurança e passou a utilizar modelos de linguagem de grande porte para buscar falhas.
O setor já vivenciou episódios semelhantes no passado, como em 2020, quando a fabricante Ledger teve cerca de 1 milhão de e-mails expostos, gerando alertas de golpes de phishing.









