A co-diretora executiva Hsiao-Wei Wang anunciou sua renúncia imediata da Fundação Ethereum. A decisão de 18 de junho marca mais uma saída de alto nível da organização, que passa por um período intenso de mudanças internas.
Wang tomou a decisão após um período sabático, utilizado para repensar suas prioridades e próximos passos. Em seu comunicado, ela destacou que sentiu ser o momento certo para se afastar de suas funções.
Ela também reforçou a missão descentralizada da rede com a seguinte afirmação: “Ethereum tem sido sempre maior do que qualquer papel único, qualquer organização única ou qualquer momento único”.
Crise na Fundação Ethereum reacende debate sobre o futuro da governança da Ethereum
O impacto das 19 baixas na Fundação Ethereum
O cofundador da rede, Vitalik Buterin, reconheceu o peso do cargo de Wang, ele descreveu a posição que a executiva ocupava como “a mais desafiadora” dentro da instituição.
Wang atuou por cerca de nove anos na Fundação Ethereum e foi uma colaboradora central em atualizações vitais do protocolo, incluindo a Beacon Chain, The Merge, Shapella e Dencun.
Com a saída de Wang e a renúncia anterior do co-diretor Tomasz Stańczak em fevereiro, o membro do conselho Bastian Aue assumiu um papel maior, ele agora atua como o único diretor executivo para guiar a entidade neste período de transição.
A organização registrou aproximadamente 19 saídas e demissões ao longo de 2026. Apenas nos últimos cinco meses, pelo menos oito figuras seniores deixaram seus cargos, incluindo líderes conhecidos como Tim Beiko, Barnabé Monnot e Josh Stark.
Essas movimentações são um efeito secundário do novo mandato estabelecido pela Fundação Ethereum em 2025. A estratégia retirou o foco da execução interna para manter a pesquisa e a distribuição de subsídios como atividades centrais.
O objetivo principal da fundação é fazer com que a rede passe no chamado teste de abandono (“walkaway test”). Isso significa que o protocolo deve continuar operando e evoluindo normalmente mesmo se a fundação e seus desenvolvedores desaparecerem.
Apesar da justificativa técnica voltada para a descentralização, o volume de saídas levanta questionamentos na comunidade cripto. A governança e a direção estratégica da rede enfrentam escrutínio público enquanto o protocolo lida com o avanço de blockchains concorrentes.
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