Autoridades federais dos Estados Unidos revelaram o indiciamento de três homens acusados de conduzir uma onda de ataques brutais contra investidores. O grupo é suspeito de um roubo de criptomoedas que rendeu pelo menos US$ 6,5 milhões.
O trio, formado por Elijah Armstrong, Nino Chindavanh e Jayden Rucker, operava em San Francisco e Los Angeles. Eles se passavam por entregadores para invadir as residências e, sob violência e ameaças, forçavam as vítimas a entregar suas chaves privadas.
Em um dos casos citados pelos promotores, uma única vítima foi obrigada a transferir US$ 6,5 milhões para carteiras controladas pelos criminosos. O esquema foi classificado como “audacioso, violento e perigoso” pelo procurador Craig Missakian.
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O perigo crescente do “ataque de chave inglesa”
Segundo Missakian, “esses indivíduos aterrorizaram suas vítimas na esperança de roubar grandes somas de ativos digitais”. O caso acendeu um alerta máximo sobre a segurança física de quem detém grandes quantias em custódia própria.
Esse tipo de crime é conhecido no setor como “wrench attack” (ataque de chave inglesa). O termo ilustra situações onde criminosos ignoram a criptografia avançada e usam a força física para obter o que querem. Esse modelo de roubo de criptomoedas tem crescido globalmente.
De acordo com a empresa de inteligência TRM Labs, o aumento desses ataques se deve à facilidade de encontrar dados pessoais online e à exposição de riqueza por parte de investidores. Em abril, a França também registrou uma operação massiva contra grupos similares.
Os acusados foram presos no final do ano passado e agora respondem por conspiração para roubo e sequestro. Enquanto as investigações avançam, o episódio serve como um lembrete amargo: a segurança do seu roubo de criptomoedas não depende apenas de senhas, mas também de discrição e proteção pessoal.
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