Recentemente, promotores de justiça da França indiciaram 88 pessoas ligadas a uma série de wrench attacks, termo usado para descrever sequestros e extorsões físicas que visam o roubo direto de ativos digitais.
Entre os indiciados estão 10 menores de idade, revelando a escala preocupante das operações. Segundo a Promotoria Nacional contra o Crime Organizado (PNACO), 75 desses suspeitos já estão em prisão preventiva enquanto as investigações avançam em Paris.
Esses grupos criminosos não utilizam apenas códigos e malwares; eles usam a violência bruta para forçar as vítimas a transferirem seus fundos. Os wrench attacks envolvem sequestro, cárcere privado e tortura física e psicológica sob coação.
Vanessa Perrée, promotora nacional, destacou a gravidade da situação: “Sequestro, cárcere privado, extorsão e tentativa de extorsão… são de particular gravidade, tanto pelo dano infligido aos indivíduos quanto pelos métodos usados para obter transferências de criptoativos.”
O perigoso aumento da violência física no mundo cripto
Não se trata de um caso isolado. De acordo com a CertiK, empresa de segurança em blockchain, os wrench attacks saltaram 75% em 2025. Ao todo, os prejuízos confirmados já somam cerca de US$ 41 milhões globalmente apenas este ano.
Um dos casos mais chocantes citados pelas autoridades foi o de David Balland, cofundador da fabricante de carteiras Ledger. Em janeiro de 2025, ele e sua esposa foram levados de sua casa na França por criminosos que exigiam um resgate de 10 milhões de euros.
Para evitar se tornar um alvo de wrench attacks, as autoridades francesas pedem vigilância total. A recomendação principal é o “low profile”: evite exposição excessiva nas redes sociais sobre suas posses ou lucros com criptomoedas.
Além disso, é preciso ter cuidado redobrado com pessoas que fingem ser autoridades para descobrir sua localização física. No fim das contas, a segurança das suas moedas digitais depende diretamente da sua segurança e discrição no mundo real.







