O ecossistema de escalabilidade da segunda maior criptomoeda do mercado passa por uma fase de retratação. O valor total alocado (TVL) nas redes Layer 2 da Ethereum recuou para aproximadamente US$ 5 bilhões, nível que não era registrado desde 2023.
Esse movimento reverte boa parte do crescimento conquistado ao longo de 2024, período impulsionado pelas estreias de redes populares como Optimism, Arbitrum e ZKsync.
Apesar do recuo geral, os rollups otimistas mantêm a liderança isolada na preferência dos usuários. Soluções como Arbitrum, Base e Optimism concentram US$ 4,8 bilhões, o que representa 96% de todo o capital presente no segmento.
O impacto da fuga de capital na infraestrutura do Ethereum
A redução no ecossistema acompanha um momento de reorganização na própria organização principal do projeto. Desde o início do ano, a Ethereum Foundation enfrentou o desligamento de executivos do alto escalão, incluindo co-diretores executivos, além de demissões em sua equipe.
Paralelamente, o setor financeiro tradicional, cotado para consolidar a tese institucional da rede, diversifica suas operações em outras infraestruturas. A DTCC avança na tokenização de títulos do Tesouro sobre uma custódia de US$ 100 trilhões, enquanto o JPMorgan expandiu o JPM Coin para múltiplas redes públicas.
As stablecoins representam a principal exceção nesse cenário. Ativos como USDC e USDT continuam utilizando prioritariamente a blockchain principal e as redes Layer 2 da Ethereum para a liquidação de transações.
Embora essa base de stablecoins garanta a ponte com o mercado tradicional, o nível de dominância atual do ecossistema é substancialmente menor do que o observado há um ano.




