O mercado brasileiro enfrenta um momento decisivo com o avanço da regulação cripto estabelecida pelo Banco Central. As plataformas que intermedeiam ativos digitais correm contra o relógio para se adequar às novas exigências até o prazo final de 30 de outubro de 2026.

As normas criaram as chamadas Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs). Esse novo regime regulatório exige requisitos rígidos de capital, governança, prevenção à lavagem de dinheiro e segregação de recursos dos clientes.

Diante do peso da regulação cripto, várias empresas optaram por recuar ou encerrar atividades no país. Nomes como Coinext, Digitra, NovaDAX e Bitso suspenderam serviços ou o atendimento ao varejo, enquanto outras ajustaram produtos, como fizeram Ripio e Crypto.com.

Em contrapartida, empresas como Mercado Bitcoin, Foxbit, Bybit e Coinbase confirmaram publicamente a intenção de protocolar os pedidos de licença. Outras gigantes globais, como a Binance, seguem operando, mas ainda não divulgaram se enviaram a documentação ao regulador.

O impacto da regulação cripto no futuro das corretoras

A partir de 6 de novembro de 2026, uma resolução complementar proibirá instituições financeiras autorizadas de viabilizar operações com prestadores de ativos virtuais fora das regras exigidas.

O Banco Central ressalta que o protocolo do pedido não significa licença concedida. O setor caminha para uma consolidação rigorosa, alinhando as criptomoedas aos padrões do sistema financeiro tradicional.

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Luíza Nunes
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