O Bitcoin deu a volta por cima após a queda no meio da semana e voltou a operar acima dos US$ 78.000 neste sábado. O movimento acompanha o otimismo em Wall Street, onde o S&P 500 fechou em nova máxima histórica.
A recuperação da maior criptomoeda do mundo aconteceu após o preço tocar os US$ 75.500 na quarta-feira. O alívio veio com rumores de uma proposta de cessar-fogo entre Irã e EUA, o que acalmou os mercados globais e derrubou o preço do petróleo.
Além do cenário macro, o setor cripto recebeu uma notícia crucial vinda de Washington. O Senado dos EUA liberou o texto de consenso do “Clarity Act”, uma legislação que promete destravar a estrutura do mercado de ativos digitais no país.
O acordo entre senadores e lobistas bancários proíbe que emissoras de stablecoins ofereçam rendimentos apenas por reservas paradas. Por outro lado, o texto preserva os programas de recompensas por uso das plataformas, um ponto defendido pelas empresas do setor.
Paul Grewal, diretor jurídico da Coinbase, já sinalizou apoio à medida. Segundo ele, a nova redação protege a participação real dos usuários nas redes cripto, mantendo os incentivos que fazem o ecossistema girar.
O que falta para o Bitcoin romper de vez?
Apesar da alta, o Bitcoin ainda enfrenta uma resistência para consolidar o patamar dos US$ 80.000. Para Daniel Reis-Faria, CEO da ZeroStack, o momento atual reflete mais uma indecisão do mercado tradicional do que uma fraqueza específica do setor cripto.
O especialista aponta que a falta de uma direção clara do Fed (o banco central americano) sobre os juros mantém os grandes investidores institucionais em modo de espera. Isso explica o volume mais baixo nos ETFs de Bitcoin nos últimos dias.
No campo das altcoins, o cenário é misto. Enquanto Ethereum e Solana seguem estáveis, a Dogecoin se destacou com uma alta de quase 10% na semana. O mercado agora aguarda um novo gatilho, como maior clareza monetária, para empurrar o Bitcoin para novas máximas.





