De US$ 13 bilhões para US$ 5 trilhões: a explosão dos pagamentos com stablecoins prevista para a próxima década

De US$ 13 bilhões para US$ 5 trilhões: a explosão dos pagamentos com stablecoins prevista para a próxima década

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por Redação

O setor de pagamentos com stablecoins está prestes a dar um salto gigantesco na próxima década. Segundo um novo relatório da Juniper Research, o volume de transações transfronteiriças entre empresas (B2B) deve atingir a marca histórica de US$ 5 trilhões até 2035.

Para se ter uma ideia do ritmo acelerado, a estimativa é que esse mercado movimente “apenas” US$ 13,4 bilhões em 2026, isso significa que os pagamentos com stablecoins corporativos vão dominar o cenário, representando 85% de todo o valor transacionado com esses ativos no mundo.

As empresas estão deixando de usar as stablecoins apenas para negociação em exchanges e passando a integrá-las no dia a dia. O foco agora é em operações de tesouraria, pagamento de fornecedores e liquidações internacionais, onde a velocidade e o custo baixo são imbatíveis.

A grande motivação por trás dessa migração é o cansaço com o sistema bancário tradicional, o modelo atual depende de vários intermediários, o que gera atrasos, taxas de câmbio abusivas e custos de mensagens desnecessários.

Em contrapartida, as stablecoins permitem que o dinheiro “caia na conta” quase instantaneamente via blockchain. “As stablecoins não estão substituindo a infraestrutura de pagamentos; elas estão sendo adotadas onde as vantagens são mais visíveis”, afirmou o analista Jawad Jahan.

Desafios regulatórios no radar das gigantes

Apesar do otimismo, esse crescimento acelerado dos pagamentos com stablecoins colocou os reguladores em alerta. Pablo Hernández de Cos, uma importante voz no mercado global, alertou recentemente que stablecoins atreladas ao dólar podem trazer “consequências materiais” para a política econômica mundial.

A preocupação central é que ativos como USDT e USDC funcionam mais como produtos de investimento do que como dinheiro líquido. Se houver uma onda de resgates em massa, os emissores poderiam ser forçados a vender títulos públicos rapidamente, gerando instabilidade no mercado financeiro tradicional.

Na Europa, o regulamento MiCA já busca fechar brechas para evitar crises, enquanto bancos como o suíço UBS já testam suas próprias versões de pagamentos com stablecoins reguladas. O objetivo é unir a agilidade do blockchain com a segurança dos controles financeiros já existentes.