Inverno ou fim da linha? Como o mercado de DeFi tenta sobreviver a perdas de US$ 16 bilhões

Inverno ou fim da linha? Como o mercado de DeFi tenta sobreviver a perdas de US$ 16 bilhões

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por Redação

O mercado de DeFi passa por um momento de severa provação este ano: o valor total travado nos protocolos desabou enquanto os ataques cibernéticos seguem em ritmo acelerado, arrastando os preços dos principais tokens do ecossistema.

Dados recentes apontam que o TVL do mercado de DeFi encolheu de US$ 150 bilhões no pico do ano passado para atuais US$ 69 bilhões. Essa retração de 55% afetou de forma generalizada a maior parte das plataformas financeiras descentralizadas.

Para piorar o cenário, os incidentes de segurança dispararam nos últimos 12 meses, somando mais de US$ 1,44 bilhão perdidos. Com isso, o prejuízo acumulado histórico por invasões na indústria já ultrapassa a marca de US$ 16,5 bilhões.

O caso mais grave aconteceu em abril, quando hackers drenaram entre US$ 290 milhões e US$ 293 milhões em tokens rsETH. O ataque foi tão severo que colocou o protocolo Aave em risco de colapso terminal.

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Resiliência e o futuro do mercado de DeFi

A plataforma acabou salva por uma coalizão chamada DeFi United, que reuniu empresas e entidades como Mantle, Aave DAO, Lido DAO, Ether Finance, Consensys e Justin Sun. Outros protocolos, como New Market Trading (US$ 2,3 milhões), Mure (US$ 11,7 milhões) e ThorChain DEX, também foram alvos recentes, afastando investidores.

O reflexo disso está na cotação dos ativos. O token UNI, da Uniswap, despencou para US$ 2,4, seu menor nível desde 2021. Já o token AAVE acumula dez meses seguidos de queda, enquanto o PancakeSwap (CAKE) recuou de sua máxima histórica de US$ 47 para apenas US$ 1,2.

Por outro lado, alguns projetos mostram forte resiliência. A Sky, criadora da stablecoin Dai, faturou mais de US$ 360 milhões nos últimos 12 meses. Protocolos como Pump Fun e Ethena também continuam gerando receitas expressivas.

Analistas apontam que o mercado de DeFi não está morto, mas atravessa um ajuste de ciclo, acirrado pela migração temporária de capital para investimentos em inteligência artificial e pelo aumento da concorrência interna.

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