Protocolos DeFi ficam mais seguros com queda de 74% em perdas por vulnerabilidades

Protocolos DeFi ficam mais seguros com queda de 74% em perdas por vulnerabilidades

Uma nova análise da empresa de cibersegurança Immunefi traz dados otimistas sobre a segurança no DeFi, revelando que os prejuízos causados por brechas financeiras caíram drasticamente no mercado global.

De acordo com a Auditoria de Vulnerabilidade do Ecossistema 2026, as perdas em protocolos recuaram 74%, saindo de um pico de US$ 2,62 bilhões em 2022 para US$ 680,3 milhões em 2025. Ainda mais expressiva foi a redução no prejuízo mediano por ataque, que desabou 75%, passando de US$ 6 milhões para US$ 1,5 milhão no mesmo período. A empresa aponta este indicador como o reflexo mais nítido do amadurecimento técnico do setor.

A arquitetura dos projetos evoluiu: falhas em pontes (bridges), que representavam 73% das perdas em 2022, encolheram para apenas 3% em 2025. Ataques de empréstimo relâmpago (flash loans) e manipulações de oráculos também recuaram para menos de 1%.

Especialistas da firma apontam que melhorias no design de oráculos, proteções nativas contra reentrada e novos padrões de controle de acesso impulsionaram a segurança no DeFi nos últimos anos.

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O papel da inteligência artificial na segurança no DeFi

Houve uma leve oscilação para cima em 2025 na comparação com os US$ 534 milhões registrados em 2024. Contudo, o relatório atribui esse movimento à complexidade das redes multichain e a eventos isolados de alta gravidade, descartando uma piora generalizada.

Apesar da queda nos valores financeiros roubados, a quantidade de incidentes isolados subiu. O CEO da Immunefi, Mitchell Amador, destaca que o avanço tecnológico gerou uma verdadeira corrida armamentista digital no setor Web3.

Por um lado, a inteligência artificial facilita a vida dos invasores, permitindo que analisem códigos de forma ágil e automatizem a descoberta de vulnerabilidades para planejar explorações no ecossistema.

Por outro, a tecnologia se mostra ainda mais robusta para os defensores, escalando a capacidade de triagem, monitoramento de redes e simulações. Segundo a empresa, aliar ferramentas digitais a auditorias humanas fortalece a segurança no DeFi.

“Centenas de milhões de dólares em perdas anuais ainda é algo inaceitável”, afirmou Amador. O executivo ponderou, porém, que isso não significa que a situação esteja piorando. “A segurança cripto é adversarial e nunca para de evoluir. A leitura honesta dos números é simples: a indústria está aprendendo.”

O estudo desconsiderou intencionalmente incidentes massivos como o hack de US$ 1,5 bilhão da Bybit em 2025 e de US$ 305 milhões da DMM Bitcoin em 2024. Tais episódios decorreram de falhas de custódia e chaves privadas em corretoras centralizadas, sem relação com falhas nos contratos inteligentes das blockchains.

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