O bilionário Justin Sun, criador da rede Tron, abriu um processo explosivo contra a World Liberty Financial, o projeto de finanças descentralizadas (DeFi) apoiado pela família de Donald Trump. Sun alega ter sido alvo de extorsão e ameaças graves.
Segundo a denúncia de 52 páginas, a equipe do projeto teria ameaçado destruir os 4 bilhões de tokens WLFI pertencentes a Sun. Além disso, teriam dito que iriam denunciá-lo às autoridades criminais dos EUA caso ele não retirasse seus ativos de circulação voluntariamente.
A confusão teria começado após a World Liberty Financial congelar os ativos de Sun em setembro de 2025. O empresário afirma que o movimento foi uma tentativa da equipe de “forçar Sun a injetar mais capital no projeto”, utilizando táticas de coerção.
Eric Trump não perdeu tempo e rebateu as acusações de forma ácida no X. Ele ironizou a ação judicial, comparando-a ao episódio em que Sun pagou US$ 6 milhões por uma banana colada na parede: “A única coisa mais ridícula que esse processo é gastar US$ 6 milhões em uma banana”.
Atualmente, os ativos de Sun no projeto estão avaliados em cerca de US$ 318 milhões. O empresário afirma que a equipe o culpou injustamente por uma queda de 40% no preço do token WLFI e por realizar supostas vendas a descoberto para prejudicar o mercado.
A guerra nos bastidores da World Liberty Financial
O processo também revela que líderes da World Liberty Financial ficaram incomodados com outro investimento de peso feito por Sun. Ele teria comprado US$ 100 milhões em uma memecoin licenciada do Trump, o que teria gerado atrito com os desenvolvedores do projeto DeFi oficial.
Por outro lado, representantes da empresa afirmam que as alegações do fundador da Tron não têm mérito algum. “O movimento favorito do Justin é se fazer de vítima enquanto faz acusações sem base para esconder sua própria má conduta”, disparou a conta oficial da plataforma.
A briga agora segue para os tribunais, enquanto o mercado cripto observa de perto como esse embate jurídico pode afetar a imagem do projeto cripto da família Trump e a confiança dos investidores no ecossistema WLFI.











