Os investidores nem precisaram esperar a estreia oficial do IPO da SpaceX na Nasdaq, marcada para 12 de junho. Plataformas de criptomoedas saíram na frente dos analistas tradicionais de Wall Street e já movimentam centenas de milhões de dólares em derivativos sintéticos da empresa aeroespacial de Elon Musk.
A movimentação começou na plataforma descentralizada Hyperliquid, onde o contrato futuro da SpaceX atingiu 33 milhões de dólares em volume logo no primeiro dia de negociação. Pouco depois, exchanges centralizadas como Binance, OKX e Bitget lançaram seus próprios mercados de pré-listagem, com a Binance superando a marca de 280 milhões de dólares acumulados.
No mercado de previsões Polymarket, o otimismo em relação à abertura de capital é dominante: os operadores apontam uma probabilidade de 39% para a empresa fechar seu primeiro dia de negociação avaliada entre 2 e 2,5 trilhões de dólares — uma projeção bem acima dos 1,75 trilhão de dólares pretendidos pela companhia em seu formulário S-1 entregue à SEC.
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Essa dinâmica deve se intensificar após o toque do ganso de abertura. Empresas financeiras como Ondo Finance e Backed Finance já sinalizaram que pretendem lançar versões tokenizadas das ações nas redes Solana, Base e Ethereum poucas horas após o início das negociações em Nova York, permitindo negociação global 24 horas por dia.
Além da especulação frenética dos preços nas exchanges, o prospecto regulatório do IPO da SpaceX revelou um dado financeiro relevante para o mercado de ativos digitais. A companhia declarou possuir 18.712 Bitcoins em seu caixa de tesouraria até o fim de março de 2026, uma posição com valor de mercado calculado em 1,29 bilhão de dólares.
O montante coloca a empresa de exploração espacial no top 10 mundial de detentores corporativos da moeda digital. A alocação da SpaceX supera os 11.509 Bitcoins custodiados pela Tesla, ficando atrás apenas de gigantes institucionais históricas do setor, como os registros de mais de 843 mil ativos da MicroStrategy.
Apesar do forte apelo comercial e da inovação tecnológica, especialistas reforçam o caráter volátil e os riscos jurídicos dessas operações de pré-mercado cripto. Os reguladores federais dos Estados Unidos ainda não emitiram parecer se esses contratos sintéticos configuram valores mobiliários não registrados, e eventuais contestações legais podem afetar os preços rapidamente.
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