A Anthropic, gigante da inteligência artificial e criadora do Claude, mandou um “papo reto” para o mercado cripto: vendas de ações não autorizadas são nulas. A empresa afirmou que não reconhecerá qualquer transferência que não passe pelo seu conselho.
O aviso chega em um momento de euforia, onde mercados de ativos tokenizados oferecem exposição pré-IPO à companhia. Segundo a Anthropic, qualquer venda de ações preferenciais ou ordinárias sem aprovação prévia “é inválida e o comprador não será reconhecido como acionista”.
Essa ofensiva mira diretamente produtos sintéticos e títulos tokenizados que tentam burlar restrições de transferência. A empresa foi clara ao dizer que esses ativos podem ser fraudulentos ou simplesmente perder todo o valor por não terem respaldo legal da companhia.
IA da Anthropic gera alerta máximo: modelo Mythos redefine segurança no mercado cripto
A disparidade bilionária da Anthropic no mercado paralelo
Plataformas como PreStocks e Hyperliquid permitem que investidores especulem sobre o valor da Anthropic antes da estreia na bolsa. No entanto, esses tokens são ativos sintéticos que apenas rastreiam o preço, sem oferecer dividendos ou direito a voto.
A febre é tanta que o mercado de tokens avalia a Anthropic em até US$ 1,25 trilhão. Esse número é absurdamente maior que os US$ 183 bilhões de sua última avaliação oficial ou os US$ 300 bilhões discutidos em rodadas recentes de financiamento.
Para evitar prejuízos, a empresa divulgou uma “lista negra” de firmas não autorizadas a negociar seus papéis. Entre elas estão nomes como Open Door Partners, Unicorns Exchange, Pachamama, Lionheart Ventures, Hiive, Forge, Sydecar e Upmarket.
O futuro da Anthropic em Wall Street ainda é incerto: embora existam rumores de um IPO para 2026, a empresa reforça que nenhuma decisão foi tomada e que o investidor deve ter cautela redobrada com ofertas paralelas.
IA na segurança de criptomoedas: o risco invisível que está mudando o DeFi





