A imagem de que os ativos digitais servem apenas para ostentação ou compras de luxo está ficando para trás. Dados recentes mostram que o cartão de criptomoedas já faz parte da rotina básica de milhares de pessoas.
Segundo um relatório da exchange OKX sobre o primeiro mês de operação do seu cartão na Europa, o uso principal não foi em iates ou relógios caros. Na verdade, 26% das transações ocorreram em supermercados e 18% em restaurantes e fast foods.
A análise, que acompanhou gastos entre janeiro e fevereiro de 2026, aponta que o cartão de criptomoedas está substituindo o dinheiro tradicional em tarefas simples. Um porta-voz da OKX afirmou que os dados “desafiam o estereótipo de que os cartões de cripto são usados principalmente para itens de luxo”.
O comportamento varia conforme o país, refletindo a cultura local. Na França, por exemplo, o gasto em padarias é proporcionalmente muito maior que no restante do continente. Já na Alemanha, o foco são os marketplaces online, que concentram 30% do volume.
Os poloneses utilizam o cartão para compras de baixo valor em lojas de conveniência e postos de gasolina. Enquanto isso, na Holanda, o uso em supermercados atinge impressionantes 37% do total de transações.
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A ascensão das microtransações com ativos digitais
Essa movimentação faz parte de uma tendência maior observada em 2025 e 2026. Relatórios da Cex.io indicam que quase metade das transações com cartões cripto na Europa são de valores abaixo de 10 euros.
Outro dado relevante vem da Espanha, onde o uso da stablecoin EURC (pareada ao Euro) tem crescido para pagamentos rotineiros. Isso reforça que o cartão de criptomoedas se tornou uma solução prática para o “mundo real”.
Para os especialistas, o uso de moedas estáveis para financiar esses cartões é o grande motor dessa mudança. O consumidor brasileiro, que já lida bem com tecnologias digitais, deve observar esse movimento europeu como um espelho do que pode se consolidar por aqui.
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