O mercado cripto amargou um prejuízo de aproximadamente US$ 110 milhões devido a hacks de criptomoedas no mês de julho, segundo dados da plataforma de cibersegurança Immunefi. O relatório aponta uma ascensão nas notificações confirmadas de vulnerabilidades no mesmo período.
Durante o mês, a empresa distribuiu US$ 2,32 milhões a pesquisadores por falhas devidamente validadas. Em comparação com o mês anterior, a quantidade de relatórios de recompensas por erros (bug bounties) confirmados e pagos registrou uma alta de 18%.
Os dados da Immunefi também compararam a eficiência de auditorias tradicionais com a de competições abertas. Uma análise de 1.178 auditorias privadas de primeiro nível (tier-1) revelou uma mediana de zero falhas críticas ou de alta gravidade identificadas.
Auditores e o impacto na prevenção de hacks de criptomoedas
Por outro lado, a avaliação de 58 competições de auditoria promovidas pela plataforma mostrou uma média de 6,2 vulnerabilidades graves encontradas por evento. Em contraste, as auditorias privadas de tier-1 registraram uma média de apenas 1,5 falha grave por contrato.
O aspecto financeiro da descoberta de vulnerabilidades também apresentou discrepâncias. O custo médio para localizar uma falha crítica em uma competição de auditoria ficou em US$ 6.548, ante cerca de US$ 66.000 em uma auditoria privada tradicional.
Quando a brecha é explorada por invasores antes de sua identificação, o custo médio do prejuízo dispara para US$ 24,5 milhões. Por meio de seus programas contra hacks de criptomoedas, a Immunefi conseguiu mitigar 374 ameaças em julho, superando as 317 registradas em junho e as 339 contabilizadas em maio.
Com esse desempenho, o volume acumulado de pagamentos realizados a pesquisadores de segurança alcançou a marca de US$ 143,1 milhões, montante superior aos US$ 140,8 milhões acumulados até o encerramento do mês anterior.





