Com ETFs em queda e risco geopolítico, Bitcoin hoje perde os US$ 61 mil à espera do Federal Reserve

Com ETFs em queda e risco geopolítico, Bitcoin hoje perde os US$ 61 mil à espera do Federal Reserve

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por Redação

O Bitcoin volta a operar em baixa nesta quarta-feira (10), retornando à faixa de US$ 61 mil. O recuo acontece em meio ao aumento das tensões geopolíticas globais e à forte expectativa do mercado financeiro pelos novos dados de inflação nos Estados Unidos.

Nas últimas 24 horas, a principal criptomoeda do mercado registrou uma desvalorização de 2,1%, cotada a US$ 60.980. O movimento de queda foi acompanhado pelas principais altcoins: o Ethereum recuou 2,7% (US$ 1.625), o XRP caiu 4,2%, a Solana perdeu 4% e o BNB registrou perdas de 2,3%.

O sentimento de aversão ao risco ganhou força após os Estados Unidos realizarem ataques contra o Irã, uma reação direta à derrubada de um helicóptero no Estreito de Ormuz. O conflito na região provocou a queda das bolsas globais e impulsionou o preço do petróleo.

Além do cenário geopolítico instável, os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) norte-americano de maio, projetado em 4,2% no acumulado anual. Diante disso, o mercado já começa a precificar um aumento de 25 pontos-base nos juros pelo Federal Reserve em dezembro, revertendo a previsão anterior de afrouxamento monetário.

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O impacto no preço do Bitcoin e as projeções

Uma inflação mais resiliente daria subsídios para que o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, preserve as taxas de juros elevadas por um período prolongado. Isso reduziria a liquidez global de mercados de risco, afetando diretamente o ecossistema cripto.

Especialistas apontam que a recente recuperação no preço do Bitcoin foi impulsionada por um short squeeze — que liquidou mais de US$ 500 milhões em posições vendidas, e não por uma entrada real de novos compradores.

“Os compradores entraram em ação após o movimento de baixa, mas a demanda à vista ainda não retornou de forma significativa”, apontou Diana Pires, diretora de negócios da sFOX, destacando também os saques seguidos nos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA como fator de cautela institucional.

Para André Franco, CEO da Boost Research, as perspectivas de curto prazo permanecem desafiadoras, ele pondera que o avanço do petróleo, as tensões no Oriente Médio, o dólar valorizado e o reajuste das expectativas sobre os juros americanos diminuem a atratividade por ativos de risco de forma geral.

Com a criptomoeda operando próxima de sua mínima diária de US$ 60.800, a fragilidade técnica fica evidente. O ativo deve se consolidar entre US$ 60.000 e US$ 62.000 no curtíssimo prazo, correndo o risco de testar suportes mais baixos caso a inflação nos EUA surpreenda negativamente ou o conflito no Estreito de Ormuz ganhe novas proporções.

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