Os golpes com criptomoedas estão mirando os torcedores da Copa do Mundo de 2026. A empresa de inteligência em blockchain TRM Labs identificou quatro endereços digitais vinculados a fraudes ativas que exploram o evento na América do Norte.
Até o momento, as carteiras identificadas receberam menos de US$ 1.700 combinados. No entanto, os analistas alertam que o volume e a frequência das abordagens ilícitas devem aumentar drasticamente com o andamento dos jogos.
O modus operandi envolve sites falsos de ingressos e esquemas de apostas manipuladas. Os criminosos estruturam a infraestrutura digital semanas antes do torneio, intensificando a promoção desses golpes com criptomoedas perto do pontapé inicial.
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Como evitar os golpes com criptomoedas na Copa do Mundo
A escala do evento justifica o interesse dos fraudadores, estudos da FIFA e da OMC estimam que o torneio atrairá 6,5 milhões de pessoas, movimentando até US$ 40,9 bilhões no PIB global, o que cria uma base massiva de potenciais vítimas.
Uma das carteiras rastreadas, operada na rede Polygon (POL), arrecadou cerca de US$ 1.562 concentrados no dia 1º de abril. Outro endereço, na rede Bitcoin (BTC), mantém uma página de phishing ativa, embora ainda não tenha registrado transações.
Esquemas de resultados combinados cobram taxas antecipadas por informações falsas de bastidores. A TRM Labs conectou esses golpes com criptomoedas a uma carteira Bitcoin que coletou fundos entre janeiro e maio de 2026, enviando os valores para uma conta de custódia.
Há também o risco associado a tokens temáticos, como a moeda $WORLDCUP, negociada na corretora LBank. O ativo é promovido como um projeto comemorativo de fãs, sem qualquer afiliação oficial com a FIFA, expondo compradores a perdas por baixa liquidez.
Para ocultar o rastro do dinheiro, os criminosos frequentemente utilizam pontes de blockchain (bridges). Dados históricos da empresa apontam que aproximadamente US$ 1,9 bilhão originados de fraudes já transitaram por esses mecanismos de interoperabilidade.
A expectativa das autoridades é de que novas tipologias surjam nos próximos dias. Transmissões ao vivo falsas, ferramentas de deepfake imitando figuras da FIFA e plataformas fraudulentas de jogos de azar estão no radar de monitoramento das empresas de segurança.
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