Mais de 100 projetos cripto encerraram suas atividades no primeiro semestre de 2026. Mesmo as plataformas que suportaram os colapsos da Terra e da corretora FTX em 2022 estão agora paralisando suas operações em um mercado mais exigente.
Segundo os dados da RootData, 101 iniciativas foram descontinuadas até 26 de julho deste ano. O setor de finanças descentralizadas (DeFi) representa mais da metade dessas perdas, incluindo nomes com anos de mercado como Zapper, Botanix, Step Finance, Parsec e Odos.
A dinâmica atual do mercado mudou os critérios básicos de sobrevivência. Durante o último ciclo, distribuir tokens como recompensa era suficiente para atrair depósitos rápidos, mas essa estratégia deixou de sustentar os projetos cripto no longo prazo.
A nova rota do capital para projetos cripto
Hoje, os usuários e investidores buscam utilidade real, histórico de segurança comprovado e receitas sustentáveis. Como resultado, o número de aplicativos DeFi gerando mais de 1 milhão de dólares em taxas mensais caiu de aproximadamente 34 em 2025 para cerca de 26 na primeira metade de 2026.
O encerramento dessas plataformas não indica uma fuga de capital da blockchain. Um levantamento da Artemis aponta que a liquidez apenas se dispersou. Aplicativos voltados para negociação de contratos perpétuos, memecoins e ferramentas convencionais estão capturando o volume que antes era exclusivo do DeFi tradicional.
Os grandes investidores também estão redirecionando aportes. O capital atual busca ativos tokenizados, stablecoins, agentes financeiros baseados em inteligência artificial e infraestruturas discretas. A Morpho, por exemplo, levantou 175 milhões de dólares recentemente para focar em crédito institucional onchain.
Os vencedores deste novo ciclo tendem a ser diferentes das grandes marcas de varejo do passado. Os próximos projetos cripto de sucesso devem atuar como infraestruturas tecnológicas invisíveis integradas a bancos, fintechs e carteiras digitais, priorizando a geração de caixa e a atividade econômica real.





